Estudo reúne gráficos e tabelas acessíveis ao público leigo que mostram a evolução da economia brasileira nos últimos 25 anos.
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Em números, a destruição causada no país pela extrema-direita e a pandemia de covid-19

Nova versão do estudo ‘Vinte e cinco anos da economia brasileira’ (1995-2020) mostra a evolução econômica e social do país, evidenciando o desmonte dos avanços obtidos nas últimas décadas

07/06/2021

Acaba de ser lançada a nova edição dos “Vinte e cinco anos de economia brasileira”, que abrange o período 1995-2020, produzida pelo Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI. O estudo reúne mais de 250 gráficos e tabelas que mostram a evolução econômica e social do país no período. As fontes das informações são órgãos governamentais, instituições acadêmicas e de pesquisa públicas e privadas, além de organizações internacionais. Está disponível para download ao pé do texto.

A publicação é parte do projeto “Vinte Anos de Economia Brasileira”, iniciado em 2014, com versão impressa em 2015 e depois atualizado em outras cinco versões em formato digital. Os gráficos são divididos tematicamente em: setor externo, atividade econômica, ciência, tecnologia e informação, crédito e financiamento, inflação e preços, contas públicas e distribuição de renda.

Segundo o economista Gerson Gomes, um dos diretores do Centro de Altos Estudos, que assina a apresentação, o estudo foi dificultado por atrasos na publicação de dados de 2020, descontinuidade da informação sobre algumas variáveis e ainda mudanças metodológicas inesperadas. Ainda assim, foram introduzidos novos indicadores, como os de posição do Brasil na economia mundial, aspectos setoriais da dinâmica industrial e itens específicos do desenvolvimento educacional e tecnológico.

Os dados expostos revelam, segundo ele, um rastro de destruição que teve curso no biênio 2019/2020, marcado por uma combinação sem precedentes de “dois macroprocessos”: a chegada ao poder no Brasil pela extrema direita e seu descompromisso com as instituições democráticas e com as práticas civilizadas de convivência social e a pandemia do novo coronavírus.

“O modus operandi do governo federal, engessado pelo negacionismo e pela centralidade da reeleição e da luta ideológica no seu modelo de gestão, funcionou, na prática, como um multiplicador dos impactos sanitários e sociais da pandemia”, escreve Gomes.

Como consequência, o PIB caiu 4,1% em 2020, a indústria de transformação recuou 4,6%, milhares de pequenas e médias empresas fecharam as portas e o desemprego e subutilização da força de trabalho atingiram níveis recordes. Os gráficos abaixo são alguns dos que ilustram esse processo:

Baixe o estudo na íntegra aqui.

Crédito da foto da página inicial: André Ávila/Agência RBS

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