O quarto de século foi marcado por experimentos de natureza antagônica, com políticas neoliberais nos anos 1990 e pós 2016, e um ciclo de desenvolvimento com distribuição de renda entre 2003 e 2015
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Brasil Debate

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25 anos de economia brasileira: avanços e retrocessos

Mais de 200 gráficos mostram a evolução econômica e social do país: é visível o ‘estrago’ causado pelos ‘experimentos’ neoliberais nos anos 1990 e pós 2016

05/08/2020

Novo documento produzido pelo Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI, “Vinte e cinco anos da economia Brasileia 1995/2019” – disponível para download ao pé do texto – é um estudo que reúne e sistematiza um volume expressivo de informações sobre a evolução econômica e social do país ao longo deste período.

O vaivém da economia é traçado por mais de 200 gráficos e tabelas elaborados a partir de dados de institutos de pesquisa nacionais e organizações internacionais, que obedecem à seguinte divisão temática: setor externo, atividade econômica, crédito e financiamento, inflação e preços, contas públicas, emprego e distribuição de renda.

A publicação é uma continuidade do projeto “Vinte Anos de Economia Brasileira”, lançado em 2014, com versão impressa em 2015 e depois atualizado em outras quatro versões em formato digital.

Segundo o economista Gerson Gomes, que assina a apresentação, esse quarto de século “é marcado por experimentos de natureza antagônica, avanços e retrocessos. Ele se inicia com a intensificação das políticas de corte neoliberal, implantadas no País no início dos anos 90 (…). E conclui, depois de um ciclo desenvolvimentista inédito de crescimento, distribuição de renda, inclusão social e consolidação democrática, que reduziu a pobreza, aumentou a mobilidade social e projetou o Brasil no cenário internacional, com o retorno, a partir do final de 2016, ao fundamentalismo de mercado, na esteira da crise político-institucional desencadeada após as eleições de 2014, que serviu como caldo de cultura para a transformação do processo de desaceleração da economia, já evidente a partir do segundo trimestre daquele ano, em uma recessão sem precedentes no biênio 2015/2016.”

Um dos gráficos do estudo, reproduzido a seguir, mostra que os resultados desses mais de três anos de restauração neoliberal “não são alentadores”, como escreve Gomes:

“A narrativa de que com as chamadas ‘reformas estruturais’ – a reforma trabalhista, a reforma fiscal, com o congelamento do gasto público por 20 anos, a reforma da Previdência, a abertura irrestrita ao capital internacional e a privatização de empresas e recursos naturais, entre outras – o País ingressaria espontaneamente em um novo ciclo virtuoso de crescimento econômico e progresso social revelou-se falsa”.

Acesse o estudo na íntegra AQUI.

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