Segundo o DIEESE, a taxa de mortalidade da força de trabalho do setor elétrico em 2008 foi de 32,9 mortes por 100 mil trabalhadores. Entre terceirizados foi de 47,5, ou 3,21 vezes mais do que o verificado para o quadro próprio (14,8).
" />

Brasil Debate

Brasil Debate

 
Terceirização

Setor elétrico: acidentes fatais são mais comuns em terceirizados


24/03/2017

Em nota técnica, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) afirma que, se para as empresas o processo de terceirização significa obter ganhos com a redução nos custos e a possibilidade de concentrar seus investimentos nas atividades principais, os trabalhadores se veem sujeitos a inúmeros riscos, como a perda do emprego, redução de salários e precarização das condições de trabalho.

O DIEESE, em outro estudo específico para o setor elétrico, aponta que os acidentes fatais no setor elétrico ocorrem com muito mais frequência entre trabalhadores terceirizados, como pode ser percebido pela tabela abaixo.

O nível de terceirização do setor elétrico está na casa dos 58,3% da força de trabalho.

tabela terceirizacao

A taxa de mortalidade da força de trabalho do setor elétrico foi de 32,9 mortes por grupo de 100 mil trabalhadores em 2008. Nesse ano, a taxa de mortalidade entre os trabalhadores terceirizados (47,5) foi 3,21 vezes superior em relação ao verificado para o quadro próprio (14,8).

Nos três anos analisados, os dados demonstram taxas de mortalidade substancialmente mais elevadas para o segmento terceirizado, com variação entre 3,21 a 4,55 vezes a do segmento próprio.

Assim, o estudo amplia a discussão sobre terceirização para além da perda de remuneração e benefícios e comprova as substancialmente mais elevadas taxas de mortalidade por acidente de trabalho entre terceirizados.

Crédito da foto da página inicial: EBC

Clique para contribuir!

Comentários