Brasil Debate

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Eduardo Fagnani

É professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (CESIT) e coordenador da rede Plataforma Política Social.

 
Eduardo Fagnani

Retrocesso conservador, Estado Mínimo e “desinformados”

A volta do Estado Mínimo é apenas um dos retrocessos previsíveis no projeto neoliberal e anti-desenvolvimentista de Aécio Neves. Não há nada mais velho e antissocial do que o enganoso “culto da austeridade”, remédio clássico seguido no Brasil dos anos de 1990 e aplicado na Europa desde 2008 com resultados catastróficos

Política econômica e política social são faces da mesma moeda. Não há como conciliar política econômica que concentre a renda e política social que promova a inclusão social.

O projeto de Aécio Neves é neoliberal, anti-desenvolvimentista e antissocial. Armínio Fraga (ministro da Fazenda de um eventual governo do PSDB) partilha da visão de que “a atual meta de inflação é muito alta”.

Prega a redução gradativa da meta atual (4,5% ao ano), Banco Central independente, gestão ortodoxa do “tripé macroeconômico”, forte ajuste fiscal, desregulação econômica, abertura comercial e câmbio flutuante.  Essa opção aprofundará as desigualdades sociais.

A redução da meta de inflação requer juros elevados (no governo FHC, atingiu mais de 40% ao ano). A primeira consequência é a recessão econômica, afetando a geração de emprego e a ampliação da renda do trabalho – a mais efetiva das políticas de inclusão social e redução da desigualdade.

O ajuste recessivo implícito ampliará o desemprego e inviabilizará o processo em curso de valorização gradual do salário mínimo, reduzindo a renda dos indivíduos, o que realimentará ciclo perverso da recessão.

A segunda consequência da alta dos juros é a explosão da dívida pública (como ocorreu nos anos de 1990, quando passou de 30% para 60% do PIB em apenas oito anos). Os gastos para pagar parte dos juros poderão retornar para patamares obscenos (chegou a 9% do PIB nos anos de 1990), exigindo ampliação do superávit primário, o que restringirá o gasto social, agravando o ajuste recessivo.

Essa receita clássica é incompatível com políticas sociais universais que garantam direitos de cidadania, cujo patamar de gastos limita o ajuste fiscal. Promessas de campanha não serão cumpridas e novas rodadas de reformas para suprimir esses direitos voltarão para o centro do debate. A única “política social” possível é a focalização nos “mais pobres”, cerne do Estado Mínimo.

Para essa corrente, o “desenvolvimento social” prescinde da geração de emprego, renda do trabalho, valorização do salário mínimo e políticas sociais universais. Sequer o crescimento da economia é necessário. Apenas políticas focalizadas são suficientes para alcançar o “bem-estar” social.

Essa suposta opção pelos pobres escamoteia o que, de fato, está por trás de objetivos tão nobres: políticas dessa natureza são funcionais para o ajuste macroeconômico ortodoxo. As almas caridosas do mercado reservam 0,5% do PIB para a promoção do “bem-estar”.

Para os adeptos do Estado Mínimo, ao Estado cabe somente cuidar da educação básica (“igualdade de oportunidades”) da população que se encontra “abaixo da linha de pobreza”, arbitrada pelos donos da riqueza. Os que “saíram da pobreza” devem buscar no mercado privado a provisão de bens e serviços de que necessitam.

Essa “estratégia única” abre as portas para a privatização e mercantilização dos serviços sociais. Não causa surpresa que um conhecido economista do PSDB defenda que a universidade pública deve ser paga.

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A volta do Estado Mínimo é apenas um dos retrocessos facilmente previsíveis. Não há nada mais velho e antissocial do que o enganoso “culto da austeridade”, remédio clássico seguido no Brasil dos anos de 1990 e que está sendo aplicado na Europa desde 2008 com resultados catastróficos (na opinião de Paul Krugman, crítico insuspeito).

Tem razão o economista Ha-Joon Chang (Cambridge University) quando afirma que a “a crise financeira global de 2008 tem sido um lembrete brutal que não podemos deixar a nossa economia para economistas profissionais e outros tecnocratas.”

É bom lembrar aos mais jovens que Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, deixou o Brasil (2002) com inflação quase três vezes acima da meta (12,5%), juros Selic superiores a 23% ao ano, dívida líquida quase duas vezes maior que a atual (em proporção do PIB), vulnerabilidade externa preocupante (reservas cambiais equivalentes a cerca de 10% do patamar de 2014) e taxa de desemprego mais que o dobro da vigente.

Na primeira década do século 21, o Brasil logrou importantes progressos sociais. Os fatores determinantes para alcançar aqueles progressos foram o crescimento da economia e a melhor conjugação entre objetivos econômicos e sociais.

Após mais de duas décadas, o crescimento voltou a ter espaço na agenda macroeconômica, com consequências na impulsão do gasto social e do mercado de trabalho, bem como na potencialização dos efeitos redistributivos da Seguridade Social fruto da Constituição de 1988.

Essa melhor articulação de políticas econômicas e sociais contribuiu para a melhora dos indicadores de distribuição da renda do trabalho, mobilidade social, consumo das famílias e redução da miséria extrema.

De forma inédita, conciliou-se crescimento do PIB (e da renda per capita) com redução da desigualdade social. O Brasil saiu do Mapa da Fome e mais de 50 milhões de “desinformados” (na visão do ex-presidente FHC) deixaram a pobreza extrema.

Em suma, o que está em jogo é uma disputa entre: o retrocesso ou o aprofundamento das conquistas sociais recentes; a concentração da riqueza ou o enfrentamento das múltiplas faces da crônica questão social brasileira; os interesses dos gênios da política ou dos “desinformados”, historicamente deserdados.

Crédito da foto da página inicial: EBC

 

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74 respostas to “Retrocesso conservador, Estado Mínimo e “desinformados””

  1. Daniele disse:

    É a primeira vez que os comentários que leio após os artigos despertam mais meu interesse e me enriquecem mais que o próprio artigo. Já nem lembro mais o nome do autor da UNICAMP. Independente dos momentos de tensão entre os autores de opiniões divergentes, o que, aliás, é esperado entre os que divergem, parabenizo e agradeço o debate da maioria dos comentaristas. Fico feliz em saber que a nossa atual crise, econômica, política, previdenciária, etc, suscitou nos brasileiros a vontade de ler, pesquisar, ainda que para debater, e expressar corajosamente sua opinião política.

    Independente de sua posição, é disso que esse país precisa, de mais debates, de mais interesse, de mais esclarecimentos, de mais coragem.

    Não parabenizo o autor do artigo. Parabenizo os comentaristas, tardiamente.

  2. Marcelo disse:

    Esse assistencialismo que hoje está acabando com o país. Foi pego um empréstimo de 6 bilhões que graças aos juros compostos viraram uma dívida de 54 bilhões. Hoje quem paga isso somos todos nós. Inflação, recessão. Inflação. FHC foi de 12% fato, mas ele pegou em torno de 800%. Isso vocês não enxergam.

  3. Márcio disse:

    Hahaha, lendo esse texto hoje dá vontade de rir… O que ele diz que o Aécio faria, e segundo ele seria catastrófico, é exatamente o que a Dilma está fazendo.

    Esses esquerdistas…

    • messias disse:

      Acho que não. O resultado sim e =, mas com o Aecio ao menos ainda teríamos uma economia e talvez algum futuro. Dilma trucidou a economia e com o golpe de estado perpetrado pelos juízes do STF alem de não termos presente, comprometeu-se o futuro.

  4. fabrício disse:

    E o que a Dilma fez?
    Olha os ajustes fiscais e tudo isso motivado a uma politica doentia com assistencialismo vicioso sem produção.
    Esquerda não serve para economia em lugar algum do mundo.

  5. Orfeu Maranhão Moreira Barros disse:

    Devido aos escândalos de corrupção que são divulgados pela imprensa, os jornais têm publicado com muita frequência textos com opiniões de “pensadores” que defendem a redução do Estado, como a única medida capaz de mitigar o problema. Segundo esses “pensadores” a única forma de reduzir os desvios de recursos públicos seria a redução do Estado às funções de segurança e justiça. A lógica desse raciocínio é óbvia: os recursos seriam tão escassos que tornariam inviável a corrupção.
    Para esses “pensadores”, na situação em que se encontra a corrupção hoje no Brasil, é inútil o combate à impunidade, porque o volume de recursos públicos disponíveis é tão grande que o Poder Judiciário, o Ministério Público, as polícias e os demais órgãos de controle (tribunais de contas e controladorias) são facilmente corrompidos.
    Com relação à alternativa de se implantar um sistema de contas totalmente abertas, com o fim dos sigilos bancários e fiscais, esses “pensadores” se calam. Um sistema de informação transparente, com acesso público às informações sobre as pessoas que administram ou se beneficia dos recursos públicos parece ser inconcebível para eles, talvez porque tal medida seja incompatível com os valores da chamada “liberdade individual”. Mas, mesmo sendo omissos nesse ponto, pode se garantir que a proposta do estado mínimo é logicamente coerente e pode de fato reduzir os desvios de recursos públicos.
    Contudo, há nessa proposta várias questões não respondidas. A primeira é a seguinte: por que segurança e justiça devem ficar com o Estado? O Estado é eficiente para fornecer segurança e justiça? Não seria melhor privatizar também a segurança e a justiça?
    Outra questão: como se vai combater a corrupção na esfera privada? Alguns tipos de crimes são totalmente dominados por “empresários” privados. Entre eles pode-se citar os seguintes: o tráfico de armas, o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas, o crime organizado e a pornografia. Como o Estado mínimo combateria esses crimes?
    Outra questão é o surgimento de estados paralelos. Nós brasileiros podemos facilmente conhecer como funciona o Estado Mínimo. Basta ir a uma favela. Ali o “Estado” brasileiro tem uma presença mínima. Praticamente não há serviços públicos. O Estado aparece apenas para garantir a “justiça” e a “segurança”, por meio das forças policiais. A economia é predominantemente privada. As milícias privadas e o tráfico de drogas, também privado, são as atividades que estruturam a sociedade nas favelas. Se o Estado só atrapalha, as favelas deveriam ser um exemplo de desenvolvimento econômico. Mas não é isso o que acontece. O que se vê é a população oprimida pelas milícias e pelos grandes traficantes. Onde o Estado é mínimo, outro poder se estabelece.
    Como evitar a formação desses estados paralelos? Não correríamos o risco de ter de aumentar tanto as forças armadas e a polícia a ponto do Estado se tornar um novo monstro, até mesmo mais perverso que o atual?
    Mais uma questão que também devemos perguntar a esses “pensadores” é a seguinte: em um estado mínimo o aparato policial e judiciário teria força suficiente para punir uma grande corporação? Não correríamos o risco de grandes empresas privadas se tornarem verdadeiros estados dentro do Brasil?
    Acho que os defensores do estado mínimo não têm respostas para essas perguntas.

    • ze disse:

      A corrupcao privada seria combatida pela seguranca e justiça do estado. o exemplo da favela foi a maior bosta escrita no texto todo. Na favela o que menos tem é segurança e justiça do estado, tem só a dos traficantes.

    • Jão disse:

      Todas as suas perguntas já estão respondidas na primeira. A segurança e a justiça ficariam a cargo do estado. Não seria melhor privatizar a segurança e a justiça justamente para não correr o risco de acontecer tudo o que você citou depois. O estado deve existir para garantir a segurança, o cumprimento das leis e dos contratos.

    • Tiago Gomes disse:

      Bom dia. Foi o melhor comentário, pois não defende ninguém, apenas escreve e relata o conhecimento de quem o fez sobre o assunto. Precisamos de pessoas assim, não de defensores político- partidários da Direita ou da Esquerda.

  6. Daniel disse:

    Nossa, como o país está no fundo do poço. Professor da UNICAMP escrevendo tanta asneira?! As universidades realmente deveriam rever suas contratações. O que vejo é que a justiça e a política brasileira são uma vergonha. Um bando de inúteis vivendo as custas de nossos impostos. Agem como se fossem deuses e assim realmente pensam que são. O país precisa de uma limpeza , eliminar o lixo que a tanto tempo tem atrasado nossa evolução. Precisamos de uma nova “Constituição”, com novos valores e para que isso ocorra é necessário uma mudança radical. Além disso é necessária a extinção de cargos públicos, demissões em massa no meio público, privatizações, abolição de ministérios, redução do número de políticos, redução das aposentadorias de ex funcionários públicos e ex políticos, redução de impostos em todos os setores, etc. O Estado Mínimo é a única solução para esse Brasil.

    • K. MARX disse:

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      nunca li tanta MERDA de uma só vez. coxinha revoltadinho esse ai de cima. Uma nova constituição para a sua empresa explorar bastante o trabalhador e mt mal dar água e um biscoito mofado e olhe lá. Demissões em massa pra te dar bastante mão de obra barata e assim aumentar bastante a sua mais valia!

  7. Maria Dantas disse:

    OAécio faria isto. O que o senhor pensa agora? Fora PT!

    “Prega a redução gradativa da meta atual (4,5% ao ano), Banco Central independente, gestão ortodoxa do “tripé macroeconômico”, forte ajuste fiscal, desregulação econômica, abertura comercial e câmbio flutuante. Essa opção aprofundará as desigualdades sociais. – See more at: http://brasildebate.com.br/retrocesso-conservador-estado-minimo-e-desinformados/#sthash.AyAPl5MM.dpuf

  8. Charles disse:

    Estado mínimo é a solução para o Brasil. Simples assim. Mínimo.

  9. Andre disse:

    Dois prtidos de esquerda. Fazer contra ponto ideologico entre eles é engraçado.

  10. Dalton disse:

    Professor ignorante. Não é à toa que nossa educação é uma das piores do mundo. Vai estudar sobre os EUA entre 1780 e 1913 vai pesquisar sobre a cidade de hoje que mais se aproxima com o Estado Mínimo: Hong Kong. Vai ler sobre outros tigres asiáticos que estão adotando medidas similares e que estão prosperando como nunca.
    Meu Deus, e isso de um professor da Unicamp.

    • Vivi disse:

      Sr. Dalton em que mundo vc vive???? Cita como exemplo, de progresso, os tigres asiáticos, que se servem de mão de obra escrava, do seu próprio povo, para que os banqueiros e empresários nacionais e internacionais ganhem muuuuuuito dinheiro. Por que não cita a Europa, que desde 2008, vem sofrendo com a crise econômica, a ponto de países europeus estarem a beira da falência??? Onde o desemprego é imenso, o bem estar social foi destruído e a população passa fome e necessidade. Enquanto isso, magnatas capitalistas estão cada vez mais ricos e poderosos. Por que não cita os EUA, que passa por uma crise econômica pior do que a de 1929???? Acho melhor vc pesquisar sobre o neoliberalismo no mundo e sua influência maléfica à maioria dos seres humanos e do ecossistema do nosso planeta. Conselho: não critique o que vc não conhece.

      • Messias disse:

        Sr. Vivi estou de pleno acordo contigo, o cara citar países que ainda adotam mão de obra escrava é de uma estupidez sem limites. E mais, o capitalismo atual está provocando um grande abismo social e econômico. Basta saber que no mundo atual, cerca de 225 pessoas mais ricas possuem 90% das riquezas do mundo. Dois terços da humanidade ganham menos que 2 dólares por dia, gerando assim uma população faminta. A fome pode ser expressa de duas formas: aberta ou epidêmica; e oculta ou endêmica.

        A fome aberta ocorre em períodos em que acontecem guerra em um determinado lugar, desastres ecológicos ou pragas que compromete drasticamente o fornecimento de alimentos, isso ocasiona a morte de milhares de pessoas.

        Atualmente esse tipo de fome não tem ocorrido. Hoje existem vários organismos humanitários que fornecem alimentos às áreas afetadas por conflitos.

        A fome oculta possui outra característica, é aquela no qual o indivíduo não ingere a quantidade mínima de calorias diárias, o resultado disso é a desnutrição ou subnutrição que assola 800 milhões de pessoas em todo mundo.

        A subnutrição fragiliza a saúde, tornando a pessoa acessível a doenças. Houve uma diminuição relativa no mapa da fome, mas a realidade ainda é alarmante.

        Observando esse panorama, nota-se que a fome ou subnutrição não é decorrente da produção insuficiente de alimentos, pelo contrário, ano após ano a produção tem aumentado o volume, e é fato que a produção de alimentos é mais do que suficiente para suprir as necessidades da população mundial.

        • juca disse:

          sabia que a riqueza dos mais ricos não é dinheiro no bolso deles, jatinhos e mansões? Fora a parte especulativa (ações), o grosso desse dinheiro está em suas fábricas, máquinas e tecnologias que servem para gerar empregos e produtos que os consumidores consomem.

  11. jonh costa almeida disse:

    Você é contra o Estado-Mínimo? então pague calado 58 BILHÕES em impostos para sustentar os 39 ministérios petistas…kkkkk.

    http://liberalismoeconomicoja.blogspot.com.br/2013/11/estado-minimo-e-solucao-contra-corrupcao.html

    eu sou totalmente a favor do estado-minimo: menos impostos, menos políticos corruptos e por ser pequeno é mais fácil de fiscalizá-lo. Mas isso, a massa ignorante esquerdista não entende.

    http://liberalismoeconomicoja.blogspot.com.br/2013/11/por-que-devemos-apoiar-privatizacoes.html

    até mais!
    ….

    • Dulcelina A. P. Fernandes disse:

      Jonh, você é a favor do estado mínimo, mas pelo que demonstra não tem conhecimento do que seja, como surgiu a ideia… . Procure um livro de História e se informe sobre o Liberalismo Econômico, da escola liberal surgida na Europa… Pra criticarmos algo devemos ter conhecimento.

    • Evandro disse:

      Estado minimo, propriamente dito, não existe, pois a maioria das nações se utilizam de subsídios protecionistas, intervindo na economia, algo que é inadmissível para o neoliberalismo. Muitos ignorantes da localidade onde resido defendem o Estado mínimo, porém não admitiriam a extinção do Fundo do Centro-Oeste, relembrando que tal fundo tem por escopo a fomentação da economia, e é formado por parte da arrecadação do IPI e IR.

  12. Martin disse:

    “volta” ao Estado mínimo? FHC é defensor do estado mínimo? É como chamar o Jô Soares de magrinho.

    “a crise financeira global de 2008 tem sido um lembrete brutal que não podemos deixar a nossa economia para economistas profissionais e outros tecnocratas.” Exatamente. Por isso precisamos uma economia livre, movida pelo povo, sem planejamento central.

  13. Fabio disse:

    Meu deus do céu!! como que pode um cara desse ser formado em economia. Acho que ele nunca leu autores da escola de chicago ou da escola austrica. Ou então nunca foi pra fora do brasil. Basta ver que os países com economia mais liberal e modelos conservadores são os que mais tem qualidade de vida. É tão óbvio e claro isso e ainda insistem nessa velha ideia socialista. O brasil precisa é de um choque de capitalismo, e liberalismo economico para se desenvolver.

  14. claudio disse:

    Desculpe aos que aí se auto – intitulam de esquerda. Mas esse discurso acima escrito pelo autor do texto é de uma pobreza incrível. Além disso, os adjetivos utilizados, para denegrir os ditos de direita, hsão mais pejorativos do que qualquer outra coisa.
    Sugiro que repensem quando insistem que Estado Mínimo seja sinônimo de retrocesso..Basta rever quais países no mondo estão entre os mais desenvolvidos econômica , estrutural e socialmente?
    Vou colocar alguns exemplos e vocês analisem qual o tipo de governo : koreia do norte e a do Sul; Venezuela e Chile; canada , Bélgica, Alemanha, Cuba , Argentina, Inglaterra. …
    Pensem quais destes países têm o melhor patrão de vida para sua população e quais destes respeitam mais ou menos o seu povo?
    Pois bem, Repensem agora o quanto esse discurso utilizado pelo autor é segregando e preconceituoso…jargões como: povo x elite; trabalhadores x burguesia; direita como se fosse uma doença e esquerda como se fosse os mocinhos dos filmes de cowboy…
    Repensem pois as urnas estão mostrando a todos o quanto o ” povo ” estão insatisfeito com esse governo que aí se encontra, mesmo este mesmo governo tendo fidelizado 56 milhões de brasileiros com a bolsa família.

    • Rodrigo disse:

      A direita pode até sofisticar o discurso para disfarçar a antinomia entre a defesa da maioria e o privilégio à elite financeira. Há países subdesenvolvidos capitalistas e há países desenvolvidos que lograram proporcionar um melhor padrão de vida para a população em geral. É certo que na maior parte dos países em que há respeito ao cidadão há uma forte ação estatal nesse sentido, através da previdência, ações para a promoção da saúde pública e outras obrigações do estado. E isto porque as idéias liberais simplesmente não funcionaram no século XIX, não prevaleceram antes das grandes guerras e tem sido a causa de crises sistêmicas desde o propalado fim do socialismo real em 1990.Onde está a prometida democratização, liberdade de trânsito não só de capitais, mas também de pessoas, progresso econômico incessante? O ‘povo’ é grandemente influenciado por uma mídia oligárquica que esse governo não teve a coragem de enfrentar. Com efeito, nenhum outro governo teve que enfrentar uma oposição tão sistemática. Nada disso significa que o governo do PT seja uma maravilha. Na verdade, do meu ponto de vista, um governo que mantém o tripé da economia, privilegia o sistema financeiro e mantém metas do superávit primário jamais poderá ser considerado esquerdista ou bolivariano como querem os áulicos do regime anterior.

  15. Bruno disse:

    “É bom lembrar aos mais jovens que Armínio Fraga (…)deixou o Brasil (2002) com inflação quase três vezes acima da meta (12,5%), juros Selic superiores a 23% ao ano”
    É bom lembrar também que esse fenômeno de alta da inflação e dos juros ficou conhecido como “efeito Lula”.
    Nesse link é possível ver uma análise do ponto de vista dos liberais:
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943
    Ainda que existam diferenças inconciliáveis entre essa visão e a do Paul Krugman, o artigo já vale só pelos gráficos apresentados.

  16. lidia Valença disse:

    Silvana Muniz…bem se vê q vc é ignorante. Não só escreve errado como tem idéias imbecis sobre as ações afirmativas. Va ler um pouco para entender melhor de política e nao divulgar seus achismos rasos sobre o atual governo.

  17. Delcio Fonseca disse:

    Aos ignorantes e/ou desinformados um alerta: bolsa família é o sucessor do bolsa escola, ou seja é para manter as crianças e adolescentes na escola. Estudando ingressarão no mercado de trabalho, para preencher as vagas que hoje sobram porque as pessoas não têm qualificação pela falta de preparo, pois não estudaram ou estudaram o mínimo.

  18. Silvana Muniz disse:

    Você acha correto dar Bolsa Família para as pessoas menos favorecidas em vez de dar educação, emprego, condições para que ela própria possa se sustentar? Quanto que é gasto com isso, fora as falcatruas que existem, pessoas que não precisam e são custeadas pela Bolsa família.
    Em qual região que a Dilma ganhou disparado? Nordeste, porque? São os que sobrevivem com o Bolsa Família, mais sem informações e os mais humildes.

    • Carlos Tramontina disse:

      Quem também acha extraordinária a Bolsa Família são organismos internacionais como a Unctad, Fao, Banco Mundial, BID, Oit, e ONU.
      Qualquer pessoa sem preconceito e com um mínimo de conhecimento do programa sabe quanto ele alavanca de educação e saúde para as crianças cujas famílias recebem o BF e precisam colocar seus filhos na escola e no atendimento à saúde.
      E mais … Para seu conhecimento a Dilma ganhou em MG e RJ, estados que conhecem muito bem o Aecio.

      • Juliana disse:

        O correto é : “MAS sem informaões…”

      • Paula disse:

        A ideia de criar programas de transferência de renda nasceu nos anos 60/70 ,ideia do liberal Milton Friedman muito criticado pelos de esquerda,além disso, foi implantado primeiramente no governo FHC, com o bolsa escola,vale gás etc.E extremamente criticado e sem aval do partido do atual governo que o chamava de “bolsa esmola”,então o preconceito com os bolsas começa com quem esta no poder hoje.Lógico que depois copiado no governo Lula que diz que criou, mas a verdade é que ele apenas unificou os que ja existia.Quanto a tal economia neoliberal tão criticada pelo autor,saiba que foi ela que ajudou os 8 anos de governo Lula, que não mudou uma virgula do plano econômico do seu antecessor.No governo atual podemos dizer que ele sim tem abandonado os conceitos do Plano Real e o resultado é o que vemos hoje.

        • Carlos Tramontina disse:

          Ah, quer dizer que num comentário voce verte preconceitos contra o BF e no outro faz sua defesa liberal?
          E na verdade apenas está se prestando a defesa do indefensável: o Aecio que MG e RJ mostraram não querer, porque o conhecem.
          Os programas sociais liberais são puramente focados, jamais amplos e voltados ao apoio no longo prazo. Esta é a maior diferença e por isso todos os estudos de organismos internacionais mostram como o BF é importante para os filhos que passam a ir à escola e recebem atendimento médico.
          Economia liberal nos anos Lula e Dilma? Só rindo… O que caracteriza estes doze anos foi o rompimento com nossa histórica desigualdade, em outras palavras, pela primeira vez tivemos crescimento com combate à pobreza e distribuição de renda.

          • Paula disse:

            Carlos,não fiz comentário preconceituoso algum contra o BF voce deve estar enganado ou confundindo os comentário.Pode rir mas nada mais é do que economia liberal. quanto o Bolsa escola já focava que crianças fossem para escola melhorando a renda da família,na verdade se juntássemos o BE,vale gás,hoje as famílias estariam ganhando mais do que os 70 reais do bolsa família, mais especificamente 86 reais. Lullinha só conseguiu incentivar o consumo porque a inflação ja estava controlada graças seu antecessor, sem isso não conseguiria fazer nada,tanto é que fez um governo de transição para que seus economistas aprendessem tudo direitinho.E Sergio o PIB triplicou com o Lula porque a China comprou muitas commodities aumentando absurdamente nossa balança comercial,sorte de principiante.

          • Paula disse:

            O BF também não foi criado para ser um programa de longo prazo, ou essas pessoas estão fadadas a viver as custas dessa ajuda?

          • Paula disse:

            Só para terminar,o PT também perdeu na cidade natal do lula e no ABC paulista.

        • sergio disse:

          Existe uma diferença grande na política macroeconômica entre FHC e Lula, um tentou conter a inflação através da recessão, dificultando o consumo e forçando a manutenção dos preços, outro apostou no consumo para aquecer a economia, gerando empregos e desenvolvimento econômico, não é a toa que o PIB triplicou com o Lula, foram medidas completamente diferentes, mas que mal intencionados insistem dizer que são as mesmas.

          • Paula disse:

            Eu comecei a responder para você acima,mas então me explique se é tão sensacional a economia deste governo Dilma por que temos um PIB pífio?Aí voce vai me dizer que foi a conjuntura internacional…o mesmo posso dizer do PIB de Lula,a China crescia absurdamente na época, agora o que eles fizeram para o Brasil crescer? Para fortalecer a industria nacional? para os pequenos empresários? NADA.

    • Moraes disse:

      São Paulo é o segundo estado do país na contagem das “bolsas-familia”. Sabia disso? Se você está preocupada com o Nordeste, pode ficar mais calma – São Paulo acaba de importar a cultura da seca.

    • sergio disse:

      Atrelar a campanha de Dilma apenas ao bolsa família é deveras injusto, ela fez muito mais que isto, basta imparcialidade e ver que estas pessoas votaram para Dilma devido a muitos outros programas, ou será que você conhece apenas o bolsa família?

  19. Kenan disse:

    Como explicam a presidente DILMA estar com mais de 60% de aprovação antes dos protestos de 2013 e depois estar com pouco mais de 35% ..dias depois? vemos um óbvio componente psicológico nisso.O país não piorou em 2 semanas os serviços a tal ponto.As percepções pessoais pioraram.FACEBOOK derrubou e causou distúrbios sociais em vários países,geralmente derrubando governos mais esquerdistas.Não descarto a hipótese da empresa trabalhar aliada a grupos com tais interesses,sejam eles nacionais ou internacionais.É sabido que com complexos algoritmos matemáticos eles selecionam o que aparecerá em sua linha do tempo,o que aparecerá com maior ou menor intensidade e frequência.Até experimentos sociais já fizeram sobre isso e a alteração das emoções das pessoas.Fico convicto disso após perceber que várias das páginas,com 2 milhões….3 milhões de seguidores atualmente,que chamaram as pessoas para os protestos de rua no país em 2013 hoje postam freneticamente (o que sugere serem várias pessoas) notícias contra o PT apenas..e se diziam antes imparciais.Algumas inclusive apoiam AÉCIO.Mas o mais incrível é que TODAS as que eu sigo,que convocaram para os protestos,só postam TODAS notícias e postagens CONTRA O PT… e centenas ao dia.

    • Nando Moura disse:

      Como se não houvesse corrupção no governo petista não é? Como se vc’s não tivessem destruido com o petrolão, mensalão, e tantas outras corrupções!

  20. Erivaldo Brasileiro disse:

    O texto é muito bom, mas uma linguagem mais simples serviria para melhor compreesão. Afinal, 12 anos é pouco tempo para dimuir o grande numero de pessoas mal informadas.

  21. leirson amorim disse:

    Leirson Amorim ESSE ECONOMISTA NO MEU ENTENDER DEVERIA FAZER DUAS NOVAS FACULDADES: 1 – FACULDADE DA VIDA COTIDIANA 2 – FACULDADE DA VERDADE E DO BOM SENSO, TUDO QUE DIZ, TEM POUQUÍSSIMO PROVEITO, SUGIRO AOS SEUS ALUNOS DE ECONOMIA QUE NÃO DEEM ATENÇÃO AO QUE ELE DIZ, CASO CONTRÁRIO ESTARAM EM SITUAÇÃO MUITO DIFÍCIL NO MERCADO DE TRABALHO.
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  22. maria julieta bertazzi disse:

    gostei muito do comentário do Sergio Rodrigo e compartilhei no meu status no facebook. Sou de uma geração ‘ultrapassada” e antiquada. Não se pode mais falar em luta de classes, tampouco em ideologias. Como se isso não tivesse mais sentido com a realidade. Admiro portanto, as colocações bem feitas nas quais os conceitos ultrapassados mostram sua atual ressonância no contexto global.

  23. Vitoria Hansen disse:

    O senhor poderia me explicar por que o governo atual insiste em financiar obras imensas em outros paises, enquanto que no Brasil a fome, a falta de educacao, as estradas, a seca ainda assola o Brasil? Mais um financiamento para Cuba: http://www.diariodecuba.com/cuba/1365797955_2750.html

    • Carlos Tramontina disse:

      Obras imensas? O que é financiado não são as obras mas as empresas. E BRASILEIRAS… e que devolverão os recursos.
      Não demonstre tão abertamente sua ignorância…

      • Tatiana disse:

        Então pq não financiaram empresas brasileiras para realização de obras NO BRASIL? Os portos estão em situação precária! conversa pra boi dormir, olhe por baixo do pano que vc vai entender a real intenção de financiar empresas brasileiras para obras em cuba…

        • Carlos Tramontina disse:

          São financiadas muitas empresas brasileiras para portos e aeroportos no BRASIL. E não sem razão os aeroportos já estão bombando e os portos já assegurando o fluxo das exportações e importações.

          Estes financiamentos feitos à empresas brasileiras com atuação no Chile, Cuba ou Colômbia visam alavancar a participação nacional em outros mercados e serão todos devolvidos, como qualquer financiamento.

          Já o aeroporto de Claudio… foi construido em terras da família com dinheiro público. Nada de financiamento à empresas…. nunca será devolvido nem utilizado (que não pelos aviões e helicópteros da família)

  24. […] Em suma, o que está em jogo é uma disputa entre: o retrocesso ou o aprofundamento das conquistas sociais recentes; a concentração da riqueza ou o enfrentamento das múltiplas faces da crônica questão social brasileira; os interesses dos gênios da política ou dos “desinformados”, historicamente deserdados. (Brasil Debate) […]

  25. […] Socializamos este artigo para apoiar a análise sobre o que está em jogo nas eleições presidenciais em 2014. Vamos compartilhar amplamente, pessoal. Temos muita responsabilidade com esse processo de reeleição. É um fato que num Estado mínimo não cabe o SUAS! Não cabem a garantia dos direitos sociais! É hora de mostrar a nossa força! http://brasildebate.com.br/retrocesso-conservador-estado-minimo-e-desinformados/ […]

  26. John disse:

    FHC não é neo-liberal nunca foi,é mais um politico da esquerda, só que mais racional na forma de gerir uma economia. O Brasil nunca foi minarquia.

    Lide com isso.

    • Iracema da Silva Souza disse:

      CONCORDO COM VOCÊ .

    • Glauco Ramalho disse:

      Hahaha! O FHC de esquerda? Inocente!

    • Fábio disse:

      FHC não é neoliberal? O que é isso rapaz? O seu governo foi neoliberal, ele é neoliberal e o PSDB deixou de ser social democrata no dia em que nasceu. Esse discurso confunde somente os incautos.Falar que o FHC é de esquerda é supor que as pessoas são no mínimo tolas. A racionalidade dele foi privatizar as empresas públicas a preço de banana, praticar taxas de juros (racionais???) que chegaram a 45%, arrochar salários, entregar o país com um índice de desemprego em torno de 12% e uma inflação de 12,50% a.m., viver de joelhos para o FMI, quebrar o pais por três vezes, enfim…
      FHC não é neoliberal e o Papai Noel é comunista. Sinceramente, faz-me rir.

      • Marcos Galdino disse:

        Conta outra, John… FHC foi mais direita do que o próprio DEM, seu maior aliado, filho do PFL, PDS, ARENA… Social democracia nunca foi bandeira do PSDB, PSDB é capitalismo selvagem, como dizia o personagem de Chico Anysio, Justo Veríssimo: PSDB quer é que pobre se exploda!!! Tomara que tu seja rico, John, porque se tu for pobre, parece um sadista…

    • Dulcelina A. P. Fernandes disse:

      John, você demonstra falta de conhecimento, o que lhe faz confundir os fatos.

  27. Vinicius disse:

    O termo “Estado mínimo” do título também poderia estar entre aspas, pois o estado não diminui quando se corta gastos sociais, ele continua do mesmo tamanho. Ou pode aumentar, como por exemplo em 1997 quando a carga tributária passou de 27% pra 36% e a participação do Estado diminui (160+ empresas estatais vendidas).

    E tem momentos em que o Estado fica tão grande que a arrecadação de impostos não é suficiente, e é preciso chamar o FMI pra completar as necessidades do “Estado mínimo” com um empréstimo (…e “menos” Estado a partir daí).

    • Eduardo Fagnani disse:

      Estado Mínimo no campo da política social: basta educação (“igualdade de oportunidades” e políticas focalizadas nos “pobres” (quem ganha até US$ 2 por dia); os demais compram serviços no mercado privado.

      • Marcos Galdino disse:

        Vinícius, sou servidor público, no governo PSDB Of America de FHC, a Receita Federal foi terceirizada… Imagine, funcionários de empresas privadas com acesso a dados sigilosos delas mesmas… É assim o Governo tucanalha, entreguista, corrupto, engavetador (geraldo brindeiro), anti nacionalista e cara tratada com óleo de peroba.É uma pena ver milhões de desiludidos escolherem doze famílias para governar a nação olhando para seus próprios umbigos

    • Dulcelina A. P. Fernandes disse:

      Uma das premissas do “Estado Mínimo” é não investir em Educação e Saúde, mas em infraestrutura aos grandes empresários. O Estado não presente ao social, no que tange às camadas carentes, principalmente.

  28. Rodrigo Bernardo disse:

    discussão pós eleitoral tem procurado as causas do crescimento da direita no Brasil e tem apontado o acirramento da luta de classes, a falta de crescimento econômico mais expressivo ou o cansaço em relação às denúncias de corrupção.

    Acredito que esses são sintomas utilizados por atores a serem identificados em jogo muito mais amplo. Os EUA estão atuando cada vez mais sofisticadamente, em várias frentes, desde a Segunda Guerra Mundial: Coréia, Vietnam, Europa, ditaduras de direita na América Latina, guerras sujas na África, ditaduras no Oriente Médio, democratização (a contra-gosto inicando-se com Carter, que não foi reeleito) da América Latina para expansão de mercados e polimento de imagem (Chile como modelito a ser seguido, neoliberal e branco). Mais recentemente temos o desenvolvimento de novas técnicas de controle, espionagem e desestabilização começando na ex-Iugoslávia, a chamada primavera árabe, que tornou-se o inverno da desesperança, Venezuela com as maiores reservas petrolíferas comprovadas do mundo (caso velho, Ponte Llaguno), Brasil, e mais recentemente Hong Kong.

    São caracteríscas da atuação do império: o controle dos principais formadores de opinião na grande mídia, infiltração em redes sociais, atuação em ONGs (há milhares) com direcionamento de dinheiro capilarmente, compra de parcelas da elite dos países objeto de sua atuação (os entreguistas).

    O Brasil não foi só vítima de espionagem pela NSA. O Brasil é objeto de um plano mais amplo de controle do mundo, porque é o principal agente na América Latina e o terceiro geopoliticamente mais importante dos BRICS. A Índia, a despeito de seu tamanho, é um país complexo, em conflito com seus vizinhos, e suas contradições ainda a impedem de tomar decisões influentes globalmente. Os grandes desafios ao poder e hegemonia americanos são China por seu tamanho e economia, Rússia por seu poderio militar e tamanho, Brasil por sua revolução pacífica de distribuição de riqueza, e por sua atuação nos foros internacionais para desbancar o dólar, por suas denúncias firmes da atuação americana, e por sua construção de um polo geoestratégico na América Latina com África.

    Dessa forma, se não considerarmos a atuação coerente com orquestração de atores, distribuição de recursos, utilização dos meios de comunicação e das elites entreguistas, não poderemos entender a conjuntura brasileira. Como quebrar esse processo de controle, que não acaba com a vitória do PT ou do PSDB nas urnas? Primeiramente há de se controlar os fluxos de recursos (a regra saxônica ‘follow the maney’), os milhões que são distribuídos através de ONGs, os monopólios da mídia, os financiamentos de campanha dos partidos de direita (por isso o PT sempre lutou pelo controle estatal das verbas de campanha, e foi impedido pela direita, acabando por entrar no jogo para poder atuar). E essa é a verdadeira luta de classes, que deixou, desde a ascensão do imperialismo, de ser simplesmente uma questão de grupos de pessoas, de classes no sentido estrito, para ser uma luta de grupos econômicos, de países por recursos naturais, por mercados e por rotas de tráfego. Não sabemos hoje o verdadeiro tamanho do pré-sal, e deve ser muito maior do que o comprovado, representando um recurso que o império não pode deixar ser utilizado desafiadoramente para diminuir sua hegemonia.

    As eleições para presidente no Brasil são uma importante etapa dessa luta: o Brasil pode continuar a representar um polo alternativo de desenvolvimento – latino americano e africano, com os BRICS, ou passar para a zona de controle do império. Um governo do PSDB cuidará de criar as condições para a dependência econômica, e portanto político-estratégica do Brasil e quebrar a independência latino-americana. Uma vitória do PT tem de ser seguida por ações decisivas para aumentar e consolidar nossa independência, quebrando o monopólio econômico da mídia, acelerando a integração regional, diminuindo a dependência do dolar nas relações comerciais internacionais e fortalecendo a nossa defesa militar e de inteligência.

    • sergio disse:

      Rodrigo, concordo com você, a meu ver a “direita” não é apenas a elite brasileira, mas a elite brasileira a serviço da elite mundial.O que explicaria a força descomunal na mídia e em todos os setores mais importantes do estado, todos mancomunando para uma grande ilusão do povo brasileiro, que ao buscar justiça acaba cometendo seu maior erro, se tornando um “livre” escravo de um sistema de dominação.

      • Dulcelina A. P. Fernandes disse:

        Sérgio, com o uso de “livre” escravo de um sistema de dominação você já disse tudo.

        Será que alguém questiona o porque da Globo estar desesperada sem o PSDB no poder?

    • fernando disse:

      Amigo Rodrigo é um prazer ler o que escrevestes e se me permite gostaria de compartilhar como minha rede social.

      Um Abraço

  29. Lena Lavinas disse:

    Excelente síntese da polarização política que enfrentamos e das consequências que as escolhas deste ou daquele modelo implicam.

Comentários