Estudo do professor Ladislau Dowbor compara os juros praticados pelas mesmas instituições financeiras, dentro e fora do Brasil.
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Os juros no Brasil em perspectiva internacional


15/01/2016

Artigo de Ladislau Dowbor,  professor titular de economia da PUC-SP e consultor de várias agências da Organização das Nações Unidas (ONU), traz dados sobre os juros no Brasil e mostra que os mesmos bancos, atuando no Brasil e fora do país, aqui cobram juros reais muito mais altos, como mostra o gráfico abaixo, retirado da publicação.

tabela dowbor1

Os diferenciais de juros se repetem também no caso dos cartões de crédito (como mostra o gráfico abaixo) e até mesmo no crédito imobiliário.

tabela dowbor2

Para pessoa jurídica, área vital, porque se trataria de fomento a atividades produtivas, a situação é igualmente absurda: o diferencial chega a ser quase 10 vezes mais elevado para o brasileiro em relação ao crédito equivalente no exterior, segundo o autor, embasado em estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Assim, apesar do PIB parado, os lucros dos bancos aumentaram mais de 18% entre 2013 e 2014 – e já eram elevados. Segundo o autor, em 2014, as cinco maiores instituições financeiras obtiveram lucro líquido de, aproximadamente, R$ 60,3 bilhões, crescimento de 18,5% na comparação com o ano anterior.

O maior lucro líquido foi do Itaú Unibanco, de R$ 20,6 bilhões (30,2% maior que o de 2013). Itaú e Bradesco tiveram em 2014 um lucro de R$ 36 bilhões, equivalente a cerca de 60% dos lucros dos cinco maiores.

Assim, o autor afirma que no Brasil se enfrenta uma deformação estrutural do sistema de intermediação financeira.

Crédito da foto da página inicial: EBC

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1 resposta to “Os juros no Brasil em perspectiva internacional”

  1. Juscemir disse:

    A deformação estrutural do sistema de intermediação financeira no Brasil é o reflexo da deformação moral de caráter dos dirigentes do país, que no afã de satisfazerem a ganância desenfreada e o egoísmo feroz dos poderosos cometem todo tipo de aberrações. Portanto, enquanto prevalecer na mente coletiva a idéia de: vou cuidar de mim e o resto se dane. Nada muda, e as extorsões, roubos e assaltos rotulados com o nome ponposo de juros, continuarão vigentes em solo brasileiro.

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