Os BRICS – grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – tem tido papel cada vez mais relevante na economia e na geopolítica mundiais. Embora recentemente estes países tenham alcançado um quinto do PIB global e 40% da população mundial, suas demandas pela elevação da representatividade no sistema financeiro […]
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Reunião em Fortaleza

Os BRICS e seu novo banco de desenvolvimento


16/07/2014

Os BRICS – grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – tem tido papel cada vez mais relevante na economia e na geopolítica mundiais. Embora recentemente estes países tenham alcançado um quinto do PIB global e 40% da população mundial, suas demandas pela elevação da representatividade no sistema financeiro internacional estabelecido não vinham sendo atendidas. Reunidos em 15 de julho, em Fortaleza, os chefes de estado dos BRICS anunciaram a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que terá sede em Xangai, e de um fundo de socorro para países com problemas de liquidez financeira (Arranjo Contingente de Reservas).

O NBD terá como capital inicial US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões vindos de cada país membro, e o fundo de socorro de US$ 100 bilhões, com participação diferenciada em função do tamanho das reservas internacionais de cada país.

A decisão de criar o banco e o fundo é uma resposta à paralisia ocorrida tanto no FMI quanto no Banco Mundial. Ambos poderão não somente se tornar uma nova referência no atual sistema monetário internacional quanto favorecer o combate à pobreza e o estímulo ao crescimento econômico em novas bases.

O NBD – com uma primeira presidência da Índia – deverá estar em condições operacionais em 2016 e seguramente atrairá outros recursos que farão crescer em muitas vezes seu capital inicial, tornando-se um importante apoio aos inúmeros projetos de infraestrutura e desenvolvimento dos países emergentes.

Mas, como as transações poderão ocorrer com permuta de divisas entre os Bancos Centrais dos países membros, isto também possibilitará reduzir a importância do dólar como moeda de troca e apresentar uma rápida resposta à eventuais saídas de capitais mais intensas. Inclusive em situações como a possível volatilidade a ser enfrentada por algumas economias emergentes quando os EUA reduzem sua atual política de expansão monetária.

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