Brasil Debate

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Governos FHC x Lula-Dilma

Número de bolsas de pós-graduação deu um salto entre 2002 e 2012

A pós-graduação no Brasil tem se consolidado como um espaço de excelência e de geração de conhecimento, que contribui para pensar os rumos do Brasil e suas estratégias de desenvolvimento.

O Brasil é um dos poucos países do mundo em que não só a pós-graduação é gratuita e de qualidade, mas ainda há incentivos por parte do governo em forma de bolsas de pós-graduação para que pesquisadores de diversos níveis possam se dedicar à pesquisa e à geração de conhecimento.

E, afinal, como tem sido a oferta de bolsas de pós-graduação no Brasil? Observar os dados disponíveis na base de dados Geocapes, referentes às bolsas concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) nos últimos anos, mostra um panorama do setor no Brasil.

A análise do gráfico abaixo para bolsas concedidas pela CAPES mostra que, de 1995 a 2002, nos governos do presidente Fernando Henrique Cardoso, houve um aumento de menos de 1000 bolsas de mestrado e de menos de 3 mil bolsas de doutorado.

Pelo gráfico, tal aumento não se compara ao salto que seria dado nos anos seguintes: de 2002 a 2012, as bolsas de mestrado cresceram de 13054 para 43591, enquanto as de doutorado saltaram de 10180 para 27589: a linha pontilhada mostra a estagnação no crescimento das bolsas de mestrado até 2002, com acentuada expansão especialmente após 2009.

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O maior aumento da quantidade de bolsas ocorre em especial nos últimos anos, também com a expansão das bolsas de pós-doutorado e de mestrados profissionais.

grafico concessão de bolsas de pós

A ampliação do número de bolsas de pós graduação no Brasil, em especial das concedidas pela CAPES, são acompanhadas do Reuni e a expansão das matrículas nas universidades públicas, em especial nas federais, como discutido AQUI  e AQUI.

Investir na pós-graduação e na geração de conhecimento é de fundamental importância para o País. Ainda há muitos desafios, como a desconcentração dos programas de pós-graduação das regiões Sul/Sudeste, mas, para aqueles que se lembram, e como mostram os números, o quadro da pós-graduação no Brasil é hoje muito mais alentador que nos anos 1990, quando houve o sucateamento das universidades públicas.

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14 respostas to “Número de bolsas de pós-graduação deu um salto entre 2002 e 2012”

  1. Ricardo disse:

    Vamos lá gente, sejamos transparentes — esses anos foram selecionados de forma tendenciosa.
    Buscando os dados originais do Capes a visão é bastante diferente.
    Vejam por favor a série 1985 a 2008 do Capes no link abaixo:
    http://imgur.com/VBP5O41

    (fonte: http://www.capes.gov.br/images/stories/download/Livros-PNPG-Volume-I-Mont.pdf)

  2. Igor disse:

    E nem falou-se do valor das bolsas… Que era uma vergonha

  3. Rafael disse:

    Faço parte dessa estatística, a minha turma de mestrado 95% tem bolsa capes, e sou de família muito pobre e sei que isso incomoda muita gente ..bem feito

  4. Regina disse:

    Essa análise peca ao não contemplar o arco histórico exposto no gráfico. É feita uma mera matemática q, logicamente, se mostra mto positiva. O Brasil, em 1993, estava mergulhado na era Sarney e o Plano Real foi implantado em 1994. A era Lula, logo a seguir a do FHC, tem uma diferença mínima p seu antecessor e seu crescimento vai se dando no prosseguimento, um claro sintoma de um país q saiu de uma das piores crises e q estabilizou-se graças á era FHC. Um planta. Outro rega. Outro colhe: mas todos foram atores importantes e efetivos no processo, é como uma corrida de revezamento: sem uma cadeia bem feita, não há vencedor.

    • Ana Luíza Matos de Oliveira Ana disse:

      Prezada, talvez seu argumento fosse válido se a derivada fosse constante para a quantidade de bolsas durante o período, mas não o é. Há clara aceleração no aumento das bolsas ofertadas pós-2002, o que reflete uma escolha política, qual seja, a de favorecer a pós-graduação. Além do mais, não é possível contemplar o período pré-1995 simplesmente por não haver dados disponíveis. Verifique o site da geocapes e confira por si mesma. Obrigada pela participação. Abs.

  5. […] Número de bolsas de pós-graduação deu um salto entre 2002 e 2012 […]

    • Osasco de Osasco disse:

      Precisa saber o tema das pesquisas. Outra coisa é que o Brasil precisa melhorar o nível da educação básica porque esses bolsistas na maioria devem ser semi-analfabetos e as escolas no exterior estão faturando em cima dessas bolsas. Ou seja, não é uma questão de quantidade, mas de qualidade. Sabemos que o ensino no Brasil é péssimo. Sendo assim, esses bolsistas não são nessessariamente bons persquisadores. Além disso, quando eles retornam devem repassar o conhecimento, mas para quem? Para estudantes semi-analfabetos. Precisa melhorar a qualidade do ensino de baixo para cima senão não há como repassar esse conhecimento obtido no exterior.

      • Ana Luíza Matos de Oliveira Ana disse:

        Verdade, esses não são neCessariamente bons pEsquisadores, mas o gráfico não mostra uma inflexão importante no investimento em educação? Sim ou não? E as bolsas não são para o exterior, prezado, são em IES nacionais. Verifique. Abs.

      • Doutor Fulano de Tal disse:

        Jura que você vem postar uma IDIOTICE dessas aqui!? Jura que, do teu lugar de coxinha desinformado/a e irritado/a ao ver a empregada doméstica pegando o mesmo voo que você, você não fica irritado/a e nervoso/a com o governo do pt? Sim, porque o PT abriu as portas da universidade aos pobres…
        Vai estudar em vez de escrever merda! Todo mundo sabe que precisa ser melhorado o ensino básico. E vc procurou ver a proposta dos candidatos sobre o ensino básico?
        O mesmo discursinho sempre de sempre… aff cochinhas!

      • Igor disse:

        Pera lá!!!! Como assim precisa saber o tema das pesquisas? Te interessa saber TUDO o que se pesquisa? EU me ofendi. Não sou nem perto de semianalfabeto. Sabe o que é necessário para ter uma bolsa dessa meu querido Osasco? Não fale de coisas que não são da tua seara. E, em momento nenhum falou-se de bolsa para o EXTERIOR. Onde está escrito isso? Estamos falando de bolsa para cursar pós-graduação stricto sensu. Normalmente para formar a elite pensante desse país. Aqueles que inovam, que criam o pensamento crítico.
        Se sua preocupação é eleitoreira, só lamento, eu não tenho viés político algum. O que foram mostrados foram números, de pessoas que SIM fizeram suas pesquisas com o intuito de aprender como pensar e como pesquisar.

        É cada absurdo que me aparece. Informe-se meu caro

    • Prof. Dr. João disse:

      Meu caro “Osasco de Osasco”, Pseudônimos são típicos de pessoas que não tem nada a dizer e se escondem por trás dos mesmos. Mas vamos lá:
      1º – você diz que “Precisa saber o tema das pesquisas”. Por quê? Você é contra algum tipo de pesquisa ou pesquisador?
      2º – Você afirma: “(…) é que o Brasil precisa melhorar o nível da educação básica”. Essas bolsas são exatamente para pesquisadores que não se escondem atrás de Pseudônimos, buscando melhorar não só a educação básica, mas também saúde, saneamento, serviços públicos dentre outros que creio o senhor(a) com certeza deve saber.
      3º – Você também afirmar que “(…) porque esses bolsistas na maioria devem ser semi-analfabetos e as escolas no exterior estão faturando em cima dessas bolsas”. Como já lhe responderam essas bolsas são de Demanda Social, ou seja, para pessoas que não podem arcar com o pagamento de uma mensalidade em uma Instituição Particular. Só para lembrar, ao senhor(a), a maioria das Universidades Particulares também fazem uso dessas bolsas.
      4º – Já que Você desconhece, pois afirma isso “(…) não é uma questão de quantidade, mas de qualidade”. Países como os E.U.A, Europa, Japão, Coreia do Sul, Austrália, China, Índia dentre vários outros disponibilizam mais de 1% do seu P.I.B (Produto Interno Bruto) exatamente, para financiar as mais diversas e absurdas pesquisas que possam parecer, pois eles sabem que um país se faz com Homens, Ciências e Máquinas, exatamente nessa ordem, pois um conhecimento é que gera outro.
      5º – Como o Senhor(a) e total desconhecedor da realidade desse país, pois afirma isso ao dizer: “(…) quando eles retornam devem repassar o conhecimento, mas para quem? Para estudantes semi-analfabetos”. É exatamente isso que esses pesquisadores buscam fazer, tornar esse país mais pensante para que pessoas com a sua concepção de ciência, não se torne o responsável pelas politicas educacionais desse País, Estado ou Município.
      6º – Só lembrando ao senhor(a) pois também é do seu desconhecimento ao dizer: “(…) Precisa melhorar a qualidade do ensino de baixo para cima senão não há como repassar esse conhecimento obtido no exterior”. Mesmo que esse conhecimento não fosse repassado à pessoa que recebeu essa bolsa, com certeza melhorou muito a sua condição social e com certeza não vai querer ter uma pessoa como o senhor(a) como dirigente do nosso Brasil ou de um Estado ou Município.
      Em tempo na nova ortografia da língua portuguesa não existe mais “semi-analfabetos” e sim “semianalfabetos” e você sabe porque isso ocorreu? Porque alguns desses “(…) bons pesquisadores”, com bolsa de Demanda Social, fez um estudo mostrando que era necessário simplificar a língua portuguesa exatamente para acabar com esses “semi-analfabetos” mencionados pelo senhor(a).

    • joao disse:

      Do modo como você fala, parece até que toda a pesquisa realizada em período anterior era de qualidade e que os pesquisadores eram todos excelentes. Será?

      Cursei a universidade entre 1996 e 2000 (devido às greves no período) e em meu departamento nenhum professor pesquisava na época, sendo uma universidade federal em capital de estado “pequeno”. A partir de 2002 foram abertos concursos e novos professores chegaram, movimentou o departamento e até os professores antigos voltaram a pesquisar e publicar…

      Outra questão: ainda que a pesquisa não seja de qualidade do porte da USP ou UFMG ou UFRJ, a existência de alguma pesquisa e que trate de problemas regionais pode ser coniderado nulo como no período em que não existia universidade? veja a situação do UVJM… Como isso influenciará a região? Que tipo de qualificação ocorria antes e ocorre agora com os docentes de ensino básico da região? Que tipo de ação serve como formação continuada dos profissionais da região?

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