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Números do desemprego

Mercado de trabalho: estamos diante da retomada?

Informações captadas pelo Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego (SPED), levantamento realizado pelo DIEESE e a Fundação Seade, indicam que a taxa de desemprego ficou praticamente estável em maio de 2017 em todas as regiões pesquisadas (Distrito Federal, Porto Alegre, Salvador e São Paulo), na comparação com o mês anterior.

Entretanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, a taxa apresentou elevação em todas as regiões, principalmente no Distrito Federal (2,6 p.p.) e São Paulo (1,2 p.p.), como mostra o gráfico abaixo.

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A taxa de desemprego entre os jovens aumentou em todas as regiões pesquisadas, na comparação de 12 meses, atingindo 47,4% na região de Salvador e 43,6% no Distrito Federal. Também o tempo médio despendido pelos desempregados na procura por trabalho aumentou em São Paulo, Salvador e Porto Alegre, na comparação com o mês anterior e mesmo mês do ano anterior.

Segundo posição na ocupação, persiste o aumento do trabalho autônomo nas quatro regiões, na comparação de 12 meses. O emprego doméstico também se elevou de forma intensa no Distrito Federal e em Porto Alegre. Por outro lado, nessa última região, observou-se redução acentuada do assalariamento público e privado.

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Nos últimos 12 meses, o rendimento médio real dos ocupados aumentou no Distrito Federal (2,6%) e na região de Salvador (9,2%), enquanto caiu em Porto Alegre (-6,7%) e em São Paulo (-2,7%). Mas, na variação mensal, houve queda em Salvador e no Distrito Federal. Já o rendimento dos autônomos reduziu-se em todas as regiões, principalmente em Porto Alegre (-7,9%).

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Os autores da pesquisa apontam que a taxa de desemprego pode estar próxima de um cenário de maior estabilidade, mas em nível muito acima do verificado nos últimos anos. Na verdade, afirmam que não se deve esperar qualquer recuperação do mercado de trabalho de forma consistente nos próximos meses.

Crédito da foto da página inicial: Portal Brasil

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1 resposta to “Mercado de trabalho: estamos diante da retomada?”

  1. Carlos Tramontina disse:

    Pode?
    Estabilidade poderia ocorrer se pelo menos um crescimento de 2% ocorresse e sem a aprovação da Reforma Trabalhista.
    No entanto, com um crescimento pouco maior que 0% em 2017 e com os efeitos deletérios (e difíceis de mensurar) da Reforma Trabalhista dificilmente o desemprego se estabilizará proximamente.

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