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Máquina pública

Emprego público manteve crescimento sustentado nos anos 2000

Estudo de Cardoso Jr. e Nogueira (2013), publicado pela Editora Perseu Abramo, aponta que, com a retomada dos concursos públicos na década de 2000, o número de servidores civis ativos da administração federal voltou ao patamar de mais de 600 mil, vigente na primeira metade de 1990. Porém, o pico de cerca de 680 mil servidores civis ativos, observado em 1992, ainda não havia sido alcançado em 2010 (o estudo traz dados até este ano).

Apesar desse aumento, entre 2003 e 2010, o percentual de vínculos nas três esferas públicas em relação ao total de vínculos formais da economia diminuiu, passando de 25,2% a 21,8%, pois, nesse período, a taxa de crescimento da ocupação na administração pública (30,2%) foi inferior à taxa de crescimento do conjunto do setor privado (58,6%).

Ainda em 2010, as três esferas da administração pública acumulavam somente 21,8% do total de vínculos na economia, enquanto o setor privado incorporava 76,3%.

Segundo o estudo, as despesas percentuais com pessoal em relação ao PIB foram maiores no governo FHC que no governo Lula, em cujo governo o percentual de gastos com pessoal em relação ao PIB manteve-se estável.

Já a massa salarial do setor público relativamente ao setor privado não apresentou tendência clara de crescimento: os gastos com pessoal no setor público vêm acompanhando o ritmo de crescimento do emprego e da massa salarial do setor privado. Assim, não teria procedência a crítica ao “inchaço da máquina pública federal” nos últimos 10 anos.

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