Brasil Debate

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Antonio José Alves Jr.

Doutor em Economia pela UFRJ e professor da UFRRJ

Lucas Teixeira

É aluno de doutorado no Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

 
Antonio José Alves Jr. e Lucas Teixeira

As diferenças entre as políticas econômicas dos períodos FHC e Lula-Dilma

Graças às estratégias adotadas no período 2003-2014, atravessamos a maior crise internacional desde os anos 1930 empregando políticas anticíclicas que nos garantiram a continuidade da distribuição de renda, a criação de empregos e a manutenção dos investimentos

No período 2003-2014, a economia brasileira gerou mais de 18 milhões de empregos formais, a desigualdade da distribuição de renda foi reduzida, o consumo das famílias aumentou, o investimento também cresceu e as reservas internacionais aumentaram na ordem de dez vezes.

A despeito desse desempenho, críticos aos governos Lula e Dilma os acusam de não terem dado continuidade às reformas liberalizantes e de terem abandonado as políticas ditas responsáveis.

Para eles, o baixo crescimento dos últimos três anos é sinal de que o atual modelo, baseado no “consumismo” e no “dirigismo”, estaria se esgotando.

E, o que seria pior, arriscando as bases econômicas sólidas, construídas por meio da introdução de reformas da década anterior. O Brasil estaria dando um passo para trás no desenvolvimento.

Curiosamente, muitas análises descartam a Grande Recessão Mundial em que vivemos.

Não é difícil pinçar artigos que, para testar relações entre variáveis, utilizam metodologias sofisticadas lado a lado a crenças de que “a crise de 2008 não afetou as economias emergentes” ou que “foi rapidamente superada”. E, com base nessa miopia analítica, afirmam que as estatísticas de crescimento brasileiras são decepcionantes.

O fato é que, quando examinados em perspectiva, os mesmos dados demonstram que o Brasil foi muito bem-sucedido diante da economia mundial e das economias avançadas desde 2003, período em que foram colocadas em prática as políticas distributivistas e o papel do Estado foi fortalecido.

Os gráficos abaixo comparam a evolução do PIB mundial, das economias avançadas e do Brasil, no período das reformas liberais (1990-2002) e no atual (2003 em diante). Tornando o PIB real dessas economias, no início de cada período igual a 100, fica evidente que o Brasil perdeu espaço na economia mundial no “período liberal”.

Precisamente o oposto do que se desejava e previa. Esperava-se que o engate do Brasil na economia global pela adesão ao consenso de Washington seria o caminho mais óbvio para o desenvolvimento. Não obstante, testemunhou-se o contrário.

grafico evolucao pib fhc e lula-dilma

Observa-se que, no “período liberal”, a economia brasileira conseguiu acompanhar a economia mundial apenas entre 1992 e 1997, período de crescente liquidez na economia internacional.

Quando ocorreu a crise da Ásia, ficou evidente que a tentativa de se enganchar na economia mundial pela via da liberalização e do enfraquecimento do Estado resultou em fragilidade financeira externa. A economia nacional ficou à deriva, frustrando aqueles que acreditavam ser esse o caminho para desenvolvimento.

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A utopia liberal se revelou uma miragem. A estratégia adotada de se acoplar na economia mundial resultou em perdas de graus de liberdade para a política econômica.

As crises internacionais, ao longo desse período, afetaram pesadamente a economia brasileira. Não por causa das crises propriamente, com potencial destrutivo muito menor do que a quebra do Lehmann, em 2008, mas porque as repercussões locais foram exacerbadas.

De um lado, a fragilidade financeira externa do País não nos dava proteção quanto a choques. De outro, as políticas de austeridade adotadas no País provocaram desemprego e atrasaram o crescimento.

Para piorar, o racionamento de energia elétrica de 2000/2001, fruto do abandono do planejamento do setor elétrico que nos deixou fragilizados diante da escassez de chuvas, mais uma vez atrasou o crescimento.

De 2003 em diante, a lógica da política mudou. Sem provocar ruptura institucional ou econômica, o governo aproveitou a fase ascendente do ciclo internacional para aumentar os graus de autonomia de política econômica.

Essa estratégia foi articulada em três frentes. A primeira foi baseada na intensa acumulação de reservas internacionais para mitigar a fragilidade externa que, com frequência, assombrava o País, interrompendo ciclos de crescimento.

A segunda consistiu no fortalecimento do mercado interno. Os programas de transferência de renda, dentre eles, o Bolsa Família, a política de recuperação do salário mínimo e a ampliação do crédito pessoal fortaleceram o consumo na economia.

Por último, a política de fortalecimento dos investimentos, com programas como o PAC, o Minha Casa Minha Vida, e o Programa de Sustentação do Investimento do BNDES, tornou o investimento mais robusto, contribuindo para reforçar a demanda e ampliar a capacidade produtiva.

O Brasil aproveitou a onda das commodities para aumentar seu raio de manobra em relação à economia mundial.

Graças a essa estratégia, atravessamos a maior crise internacional desde os anos 1930 empregando políticas anticíclicas que nos garantiram a continuidade da distribuição de renda, a criação de empregos e a manutenção dos investimentos, além de um desempenho superior ao das economias avançadas e alinhado à economia mundial.

O sucesso dos últimos anos não foi um golpe de sorte nem a perseguição de uma miragem. Também não foi a solução de todos os problemas. Mas aumentou a capacidade do País de enfrentar os grandes desafios da modernização do sistema produtivo, do fortalecimento da infraestrutura econômica e social e do avanço na inclusão social. De continuar caminhando.

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117 respostas to “As diferenças entre as políticas econômicas dos períodos FHC e Lula-Dilma”

  1. Leandro disse:

    Olá,

    gostaria de ter algumas duvidas esclarecidas:
    O PIB aumentou neste período avaliado, POREM, ele não seria resultado da própria crise internacional que abriu oportunidades de negocios com o Brasil? Não seria mais lógico, da parte governamental, reduzir tributação e tornar os produtos nacionais mais competitivos, pois, quando os outros países se reergueram voltaram a tirar mercado do Brasil?
    As politicas sociais prejudicaram os invenstimentos em infra-estrutura para o Brasil continuar nesta fase de crescimento?

    Obrigado.

  2. tomé disse:

    Acredito nesse modelo de governar, nos anos anteriores a esse governo minha vida era uma verdadeira mazela, as oportunidades surgirão e minha vida mudou 10 vezes pra melhor, trabalhei muito, mas posso garantir que em 5 anos meu patrimônio aumentou 10 vezes.

    • marli disse:

      rasguem seus diplomas “doutores” de economia, vejam onde chegamos com a maravilhosa politica econômica defendida pelos senhores.

  3. Geração Real disse:

    Gostaria de ouvir uma reanálise dos autores do artigo dentro do atual cenário!?!?!
    Tem como defender essa tese ainda??????

  4. Custódio disse:

    Agora pouco mais de um ano depois vemos que a crise que “atravessamos” foi na verdade maquiada para que o povo votasse por mais 8 anos de governo PT.

  5. Cidadão disse:

    Após a democrática CF/88,as políticas baseada no Liberalismo econômico adotada nos governos Collor/Itamar e depois FHC, embora meia-boca, trouxeram ao Brasil a modernidade, com as privatizações, e o controle da inflação e das finanças públicas, com o Plano Real. Coincidentemente o PT foi contra a todas essas medidas, inclusive a constituição. Fica claro com os gráficos que após o ajuste inicial o Brasil inicia um período de crescimento constante ao nível mundial, ficando prejudicado na crise asiática em fins dos 90′, mas depois retomando o ritmo. No governo do PT, a partir de 2003,toda a recuperação começou a ser minada em suas bases e a coisa só não desandou em 98/99 pelas exportações de matéria prima para a China. Roussef herdou toda a bagunça deixada por Lula e ainda piorou a coisa abandonando de vez a responsabilidade fiscal e intervindo negativamente na economia e mentindo, levando a crise no final de 2014 e que agora estamos atolados até o nariz.

  6. Assis disse:

    Análise Comparativa Entre os Planos Econômicos do governo Collor e Fernando Henrique Cardoso(FHC) Alguém Pode me Ajudar ?

  7. […] As diferenças entre as políticas econômicas dos períodos FHC e Lula-Dilma, por Antonio José Alves Jr. e Lucas Teixeira. […]

  8. Rodrigo Barbieri disse:

    É impressionante a capacidade de distorcer os fatos históricos que o PT tem.
    Realmente é uma perda de tempo ler o artigo. Ele tem o objetivo de manipular os fatos, para fazer o Povo crer numa fantasia idealizada.

    Pseudologia Fantástica é quando um paciente com Transtorno Grave de Personalidade, constrói uma falsa lógica da realidade com base nas suas próprias fantasias. Essa é uma maneira dos pacientes permanecerem alienados e protegidos da verdadeira realidade, simplesmente porque ela não é como eles gostariam.

    Ou seja, o PT é doente, o projeto de poder do PT é um delírio coletivo que ganhou proporções gigantescas e da qual o Brasil, provavelmente, vai levar décadas para se curar.

    • juan disse:

      uma ótima definicão

    • LUIZ FERNANDO disse:

      Ótimo comentário do R odrigo Barbieri. Parabéns! Fico pensando… Como pode um doutor em economia como o ilustre, Antonio José Alves Jr., falar tanta besteira!!! O grande Max Weber dizia com propriedade: uma dada realidade nunca é boa ou ruim… Afinal, nós participamos apenas de facetas dela, seja temporal ou física. Assim, passados apenas alguns meses de sua genial análise, o doutor em economia deve estar com muita vergonha, vendo o estado lastimável em que o país se encontra com as encantadas formas de gerir a economia a partir de 2003. Lula/Dilma criavam um empresa estatal a cada dia do ano com o fito de dar empregos aos companheiros de ideologia… Até eu que não sou economista percebi que o Estado Brasileiro estava esgotado de tanta bandalheira com o erário público. Não mexeram na estrutura do Estado em nenhum momento. O que fizeram foi criar o Bolsa-Empresa para agradar a elite e ampliar o Bolsa Família para obter um caminhão de votos. Não fizeram nenhuma reforma do Estado, a não ser ampliar a sua atuação em mais de 13 anos de governo. Bem, acho que ele deve estar com vergonha… mas querer isso de um nefelibata é… demais!

  9. Mário disse:

    Olá Doutor. Tá meio sumido???

  10. Adri disse:

    O que vocês têm a dizer agora desse artigo? Com nosso PIB despencando frente ao PIB mundial e principalmente frente aos emergentes? Será que política econômica gera reflexos imediatos? Ou que estamos experimentando agora é reflexo das péssimas decisões tomadas depois de 2006, no segundo mandato Lula? Não acham que deveriam atualizar seus gráficos?

    • Helen disse:

      Concordo com você Adri!

    • Jane disse:

      Um dos motivos que o PIB não cresce é pq estamos trabalhando a pleno emprego. Ou seja, existe demanda mas a oferta não acompanha, pois não tem estrutura para ofertar. Vc consegue aumentar uma fábrica em pouco tempo? construir um prédio em poucos meses? Consegue capacitar o nosso bonus demográfico em poucos anos para que tenhamos mão de obra capacitada? não. Pois é um projeto de médio e longo prazo, de uma defasagem horrível dos governos anteriores, q não tinham como objetivo distribuir renda e dar oportunidade a todos. Agora vc consegue ver mais pessoas em faculades, por exemplo,agora vamos capacitar esse pessoal para que tenhamos condições para crescer.

      • Peter disse:

        Jane, em que mundo você vive??? Existe muito mais oferta do que demanda. É por isso mesmo que as empresas estão demitindo ou terminando com o terceiro turno, por exemplo. As melhorias aconteceram na maioria dos nossos países vizinhos também e não é graças ao PT mas a diversos fatores da evolução global. Não é apenas no Brasil que as pessoas tem mais acesso a educação, tecnologias, viajar para o exterior, etc. É mentira que o PT foi o único que se preocupou com o fator social. O PSDB foi o primeiro a criar um sistema de bolsas, altamente criticado pelo Lula pois segundo ele servia apenas para compra de votos como dizia enquanto candidato. Por isso o Lula tinha apenas o FomeZero, que foi um grande fracasso. O sucesso veio depois da sugestão do governador Marconi Perillo (PSDB) ao Lula de criar um cartão que unificasse em nível nacional as bolsas do FHC, assim como ele já tinha feito em nível estadual. Pesquise sobre o assunto, no lançamento do programa que veio a ser o Bolsa Família o Lula inclusive atribuiu ao governador. O vídeo está disponível no YouTube. Naquele tempo o Lula ainda reconhecia alguma coisa apesar de já ser arrogante. No tempo do PSDB o país tinha muito maiores preocupações, como saneamento básico, mas mesmo assim conseguiu implantar um sistema de distribuição de renda. Isso não é defender, é apenas reconhecer, pois não gosto de nenhum dos dois.

  11. Tiago disse:

    Excelente texto VC só se equivocou ao dizer que o período 2003-2014 não foi liberal. O Brasil só foi bem no governo PT enquanto Lula seguiu a cartilha neoliberal do Fernando Henrique Cardoso, que com políticaS liberais adquiriu a estabilidade econômica e o Brasil começou a crescer atingindo o apse com Lula. Lula só se elegeu por que se transformou em uma aberração sócio-comunista-neo-liberalista. A partir do momento que entra a Dilma o PT abandonou as medidas liberais para partir para o bolcheviquismo. O Brasil perdeu a estabilidade econômica, a inflação voltou bem mais forte e apesar da crise mundial ter acabado, o Brasil se meteu em uma espiral de declinio na qual a trupe de Dilma é incapaz de resolver o que legítima o pedido de impeachment da presidente, hora, o principal quesito para serpresidente do Brasil é ser capaz de conduzir a nação, coisa que a presidente provou que não é.
    – Cadê os relatórios sobre o PIB de 2014.
    – Cadê os relatórios sobre a real autuação da principal empresa do país? A Petrobrás! Quanto foi o roubo?

  12. Ricardo Palha disse:

    Olá Doutor Antônio José,
    Sou aluno da graduação, minha monografia está pautada nesse assunto.
    Podemos trocar alguns emails?
    Aguardo seu retorno!

  13. jose disse:

    Poderiam fazer o favor de reescrever o texto ?
    Estamos em fevereiro de 2015 e os “remédios amargos” estão sendo enfiados goela abaixo.

  14. Afonso disse:

    É muito interessante ler este trabalho e os comentários agora, em dezembro de 2014, quando a farsa está sendo exposta.

  15. Luiz Trindade disse:

    é absurdo fazer tal comparação sem levar em conta o
    contexto. A inflação média na América Latina naquela época estava acima de 10% ao ano, e mesmo a mediana, para expurgar parcialmente o efeito Equador, era de quase 8%. O Brasil tinha uma inflação,
    portanto, menor do que seus pares. Hoje ela é bem maior!

  16. Roberto Vieira Cavalcanti disse:

    Um lixo que seria melhor produzido se fosse feito por vestibulando em economia e com compromisso com a verdade e não para produzir o resultado que agradasse os companheiros. Falseando a história, não merecendo o trabalho necessário para desmentir o autor e seu aluno.Ignorando diversas crises mundiais durante o governo do PSDB, como a crise do México em 1995, a crise asiática em 1997-98, a crise russa em 1998-99 e, em 2001, a crise argentina, os atentados terroristas nos EUA em 11 de setembro de 2001, a falsificação de balanços da Enron/Arthur Andersen. Internamente, enfrentou uma crise em 1999, quando houve uma forte desvalorização do real, depois de o Banco Central abandonar o regime de câmbio fixo e passar a operar em regime de câmbio flutuante. Em 2002, a própria eleição presidencial no Brasil, em que se previa a vitória de Lula, causou mais uma vez a fuga de hot-money, elevando o preço do dólar a quase R$ 4,00.

  17. Claudio Brandão disse:

    Minhas palavras são simples porem honestas,pois são o desabafo de milhares de brasileiros que acreditaram nas LEIS e por mais de 60 anos contríbuiram para Previdência Social e por uma MP depois transformada em lei criada pelo PSDB de FHC apoiada e depois continuada pelo PT do LULA/DILMA assistem os seu benefícios serem achatados e agora aos 83 anos ,tendo com nivel técnico senior alcançadoo mais alto nivel salarial vê o seu poder aquisitivo ser diminuido resta-nos agora que os políticos criem a BOLSA FUNERAL

  18. Viviane disse:

    Arnaldo Jabor: “Nunca vi o Brasil do jeito que está”: https://www.facebook.com/video.php?v=575611105876173

  19. Diego disse:

    Muito bom, o Lula tá de parabéns pelas realizações econômicas entre 2002 e 2010. Só que nós já estamos em 2014 e francamente, Dilma têm feito só lambança na economia.
    Preços “administrados”, crescimento pífio (comparado com outras economias equivalentes) e inflação em alta, investimento em baixa, etc etc..

  20. Vívian disse:

    A questão se resume: Ninguém quer largar o osso! O governo atual ao qual sou adepta está longe de salvar a pátria, todavia alterar para um governo tucano e dar continuidade ao neoliberalismo, é inadmissível. Um país grande como o Brasil precisa, de uma vez por todas, adotar linha de pensamento no sentido de crescimento próprio e acreditar no seu potencial. Tucanos nem pensar. É o mesmo que concordar com o Brasil sendo descoberto, explorado e incentivado para que ricos sejam cada vez mais ricos e pobres sejam cada vez mais lascados. Estudem história e irão perceber isso.

  21. Caduh disse:

    O gráfico contém um problema central pois o crescimento dos paises desenvolvidos está contido novamente no crescimento mundial, puxando-o para cima ou para baixo. Se retirássemos o crescimento dos desenvolvidos do índice do crescimento mundial, obteríamos o crescimento do restante do mundo. No caso da década de 1990, isso resultaria em uma maior aproximação da linha de crescimento do Brasil, com apenas um momento de descolamento a partir da crise da Russia. Na década seguinte, no entanto, o crescimento francamente mais baixo dos desenvolvidos joga a linha do crescimento mundial total muito mais para baixo. Assim, o Brasil da década seguinte estaria significativamente abaixo da média de países em fase de desenvolvimento similar. O autor não deve ter percebido, mas o gráfico demonstra exatamente o contrário de sua hipótese.

  22. Antonio José Alves Jr. Antonio José disse:

    Ektor,

    Concordo em espírito com suas desconfianças. A comparação intertemporal é um desafio porque a estrutura da economia pode mudar muito, porque os problemas econômicos e condições de partida mudam.

    Observe, contudo, que comparamos o Brasil com países avançados, economias que, em tese, são mais organizadas do que a nossa e com maior produtividade. Um ponto inquestionável no argumento é que, ao compararmos o Brasil com essas economias, observamos que o Brasil se saiu bem melhor no período Lula. E por que razão? No nosso entender, pode não ter ficado claro, o Brasil se beneficiou do boom das commodities. E, ao fazê-lo, criou algumas bases para continuar avançando, mesmo depois da crise. São elas: a) acumulação de reservas; b) distribuição de renda; c) recuperação da capacidade de intervenção do Estado, que pode ser simbolizada no embrião da retomada do planejamento, no PAC, mas não se esgota nele. Há a retomada da política industrial, ciência e tecnologia, há o minha Casa, Minha Vida, a política do Prá-Sal e outras coisas. Quando, infelizmente, a crise veio, o Brasil tinha em curso uma fronteira de obras enorme, além de um mercado interno robusto. Isso nos permitiu avançar preservando os empregos e continuando a distribuir renda. O estado foi fundamental nesse direcionamento.

    A maior parte dos críticos considera essa comparação desonesta, feita apenas porque nos favorecem. Acham que deveríamos nos comparar com países da America Latina, por serem mais parecidos com o Brasil. Francamente, a economia mexicana é a que mais se assemelha à nossa em termos de tamanho e dinâmica industrial, ainda que os mexicanos estejam mais sujeitos aos humores dos EUA do que o Brasil, constatação que ficou imortalizada na expressão de Profírio Diaz “Pobre México, tão longe de Deus, tão perto dos EUA”.

    O Brasil, em muitos sentidos se assemelha a economias mais desenvolvidas. Tem uma estrutura produtiva bem mais diversificada do que a dos países latino-americanos, que dependem muito da demanda de uma ou outra commodity. Veja o caso do Chile: sua indústria se resume quase exclusivamente a alimentos e minérios.

    Por último, em 1998, o Ministro do Trabalho de FHC, para explicar um desemprego de 12,5% e elevada informalidade no mercado de trabalho, lançou mão da hipótese de que o Brasil vivia uma situação de desemprego estrutural. Isto é, não conseguiria, no curto prazo, gerar muitos empregos porque a mão-de-obra era desqualificada e com habilidades incompatíveis com as demandas da modernidade. O que se viu, na medida em que a demanda começou a crescer, em parte porque o salário mínimo aumentou muito no governo Lula, foi a criação acelerada de empregos formais.

    Já devo ter me perdido na argumentação, que vai muito alongada. Um abraço, Antonio

  23. Ektor Phillipe disse:

    Olha, acredito de mais em seus gráficos, mas você não acha que é um pouco forçado comparar taxa de emprego e avanço econômico em tempos tao distintos não ? Na era FHC o Brasil devia gerar, sei la, uns 10 bilhões por ano ( um chute o valor ), depois de ele controlar a inflação o lula só teve que encaminhar o pais, o primeiro mandato dele acredito que você possa comparar sim com o do FHC, por ser um período de tempo pequeno, mais do segundo pra cá, com o da Dilma mesmo por exemplo, a renda anual do brasil deve ser 10 vezes maior que a do FHC, sendo assim é obvio que gera muito mais emprego, não acredito que se possa comparar assim, mas por você ser um jornalista você com certeza entende mais do que eu, espararei sua resposta. Obg

  24. Antonio José Alves Jr. Antonio José disse:

    Deixa de ser desrespeitoso comigo e com o Brasil. Voce que rcomparar o Brasil com o Chile (um país muito importante) por que razão? O Chile tem uma estrutura econômica muito diferente da brasileira. Tem uma economia enfiada no cobre, no vinho, no salitre. Fizeram progresso, mas são primário-exportadores.

    Ademais, voce não deve ter entendido o gráfico. a taxa de crescimento está lá, acumulada ao longo do período. Por que voce seria contrário a isso?

    Aliás, escreva voce o seu ponto e pare de ficar nessa bobajada.

  25. Victor disse:

    Apenas um tendencioso (ou incompetente) para comparar dois gráficos com dois diferentes pontos de referência. Deve-se manter o mesmo ponto de referência (ou 1990 ou 2003) nos dois gráficos, ou analisar a taxa de crescimento do PIB anual (que acredito ser o objetivo do gráfico, porém terrivelmente colocado)…Mas sinceramente, isso não é nem o pior…não se compara o PIB nacional com a média mundial, deve-se comparar o PIB entre países que são semelhantes ao Brasil (em termos de produção, indústria e consumo, além de outras características) para saber se estamos relativamente bem ou mal…veja por exemplo quanto Chile e México cresceram nos últimos 12 anos e ai sim compare com o Brasil (mas por favor, utilize taxas de crescimento).

  26. Gustavo disse:

    O texto é tendencioso. Por que o Brasil é comparado aos países desenvolvidos? Simplesmente porque eles produzem os resultados que os autores querem. Se os dados fossem comparados aos emergentes, que são aqueles mais parecidos com o Brasil, veremos que o hiato de crescimento é muito maior no período chamado de “desenvolvimentista” que no período “liberal”. Na verdade, a falta de qualidade do artigo apenas reflete a irrelevância do Instituto de Economia da UfRJ na academia carioca. Atualmente é similar ao futebol do saudoso Ameriquinha….

    • Antonio José Alves Jr. Antonio José disse:

      Sua acusação é grave, mas voce não a sustenta em lugar algum. Faça a sua análise relevante e deixe sua pulsão de morte controlada por um mínimo de apelo civilizatório que lhe possa tocar. Aliás, voce que critica a UFRJ, com esse tipo de argumento desrespeitoso, ao declarar sua instituição de origem, seria reconhecido por ela ou provocaria vergonha?

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  30. Michele disse:

    Uma explicação mais didática:
    Imagine que um grupo de vizinhos em seu bairro — que foram eleitos ou que se auto-elegeram governantes — decidem que ninguém, exceto eles, pode fornecer serviços de segurança e de resolução de contendas judiciais.

    E não apenas isso: além de estipularem e imporem taxas para custear gastos com iluminação, ruas e manutenção de todas as instalações e infraestruturas com as quais já nos acostumamos, suponha também que comecem a cobrar uma porcentagem do salário dos solteiros para pagar pela educação de quem tem filhos, uma porcentagem dos salários dos que têm um estilo de vida saudável para custear a saúde de quem quiser tais serviços gratuitamente, uma porcentagem do salário de todos para criar programas de fomento à cultura e para conceder empréstimos subsidiados a determinadas empresas, a criar empregos na administração do bairro para seus militantes — novamente, à custa de todos os vizinhos —, e a controlar toda uma série de elementos da própria vida das famílias.

    Não é necessária muita imaginação para se criar novas justificativas para que o estado continue tomando dinheiro das pessoas com o intuito de financiar novos programas. E foi exatamente nisso que o estado se transformou para os latino-americanos ao longo das últimas gerações. Na maioria dos países do continente, já no final da década de 1970, o estado era eletricista, encanador, engenheiro, médico, professor, conselheiro matrimonial e familiar, e, acima de tudo, uma casa de beneficência.

    Apesar deste diagnóstico agora evidente, e do fato de que o famoso Consenso de Washington se apresentou como sendo a cura para todos os males do continente, os resultados deixaram muito a desejar. Tanto é que os ungidos do populismo e do coletivismo estão — em termos eleitorais — mais fortes do nunca na região, justamente pelo fato de denunciarem diariamente as consequências das reformas impostas pelo Consenso.

    No entanto, se supostamente o final da década de 1980 e toda a década de 1990 trouxeram uma onda maciça de privatizações, desregulamentações e aparentes aberturas comerciais, o que foi que falhou? Será que os ungidos de fato têm razão ao afirmar que o “neoliberalismo” é intrinsecamente incapaz de gerar a prosperidade geral?

    Voltemos à analogia do início do artigo. O que ocorrerá se os governantes — que mudaram apenas de rosto, mas não práticas políticas — decidirem abandonar muitas das atividades que até então efetuavam? Voltaremos ipso facto a uma situação natural? De jeito nenhum. O grupo de governantes pode, mediante a concessão de algumas atividades para grupos privados, tornar mais “eficiente” uma série de atividades; mas nós, os vizinhos, ainda não sentimos que somos donos de nossas vidas. O grupo de governantes pode ter deixado de efetuar determinadas atividades, mas ele ainda não permite que possamos efetuá-las. Apenas um pequeno grupo, selecionado a dedo pelos governantes, podem efetuar estas atividades. Os governantes ainda mantêm e impingem leis que ditam como e até que ponto tais atividades podem ser efetuadas.

    Ainda não somos donos de nossas vidas. No máximo, os governantes nos permitem determinadas iniciativas em nosso bairro, mas apenas com sua prévia permissão e somente sob sua supervisão técnica. De novo, não recuperamos realmente nada.

    O problema com as reformas da década de 1990 é exatamente este. Para começar, não houve nenhuma genuína desestatização, mas sim apenas concessões de monopólios estatais para monopólios privados, arranjo esse que não permite nenhuma concorrência. Não há livre concorrência nos grandes setores econômicos da América Latina.

    Desde a divisão de Buenos Aires em duas zonas, cada qual tendo apenas uma empresa telefônica monopolista, passando pela criação de várias agências reguladoras no Brasil que têm o intuito de cartelizar o mercado e proteger grandes empresas da concorrência externa, permitindo que pratiquem preços altos e mantenham serviços de baixa qualidade, chegando ao Ejido mexicano, que mantém o estado como proprietário de terras para uso agrícola coletivo (tendo o estado o poder de tomar terras privadas), e culminando nos sistemas de “seguridade social” em que o estado “poupa por nós” para nos proteger em nossa velhice, não há absolutamente nenhuma forma de liberalismo (não existe um prefixo “neo”) no continente. Há apenas o velho e absoluto mercantilismo.

    Ou seja, o remédio ministrado é somente um pouco melhor do que a própria enfermidade. Se tínhamos um estado obeso e empresário, agora temos um estado obeso que se sente um pouco menos empresário, mas que, por sua obesidade, confisca e monopoliza os recursos com os quais poderíamos ser nós mesmos os empresários. O estado nos mantém regulados, supervisionados, concessionados (o monopólio se mantém, embora a qualidade do serviço possa aumentar notavelmente em uma concessão), desprovidos, sobre-tributados e monopolizados juridicamente. E estes dois últimos fatores, embora sejam os menos notados e discutidos, são os mais importantes para o crescimento econômico.

    Têm toda a razão aqueles que dizem que Austrália, Nova Zelândia, Estônia ou até mesmo Hong Kong e Cingapura não são sistemas liberais puros, mas ainda assim são as estrelas mundiais em termos de crescimento e prosperidade para seus habitantes. Da mesma maneira, países já ricos e, consequentemente, de crescimento baixo, como Dinamarca, Suécia, França, Itália, Canadá e Alemanha também não são puramente liberais. Mas há algo que todos eles têm em comum, algo que é o segredo, o requisito sine qua non do progresso: segurança jurídica para a propriedade e para os contratos voluntários.

    Eles têm isso há muito tempo; nós nunca tivemos.

    Por que esse é o diferencial? Nada mais pode explicar por que 80% do fluxo de investimentos estrangeiros ocorrem entre os próprios países desenvolvidos quando se sabe que uma empresa como a Microsoft pagou 8% de dividendos a seus acionistas nos últimos anos ao mesmo tempo em que empresas bem-sucedidas no Equador pagaram 25%. Sendo assim, o capital estrangeiro não deveria estar chovendo sobre os países latino-americanos, onde os investimentos geram maiores taxas de retorno? Infelizmente não. Se um país da América Latina permite que você mantenha 60% do lucro gerado por uma empresa ao passo que na Dinamarca esse percentual é de apenas 40%, por que ainda assim a Dinamarca continuará sendo um destino preferencial para os investimentos? Porque a Dinamarca possui um sistema tradicional e reconhecidamente eficaz de proteção à propriedade, aos contratos e às decisões judiciais.

    Isso significa que, na América Latina, o investidor pode até ter mais dinheiro após impostos, mas existem mais possibilidades de trapaças e de estelionatos por parte de um sócio local, mais conflitos trabalhistas, mais incerteza jurídica, maiores possibilidades de calotes serem protegidos pelo judiciário, e mais vários outros elementos que desmotivam empreendedores a fazer investimentos e a aplicar seu capital em nosso território. É por isso que os reinvestimentos são um ato de heroísmo, e que a repatriação de lucros se torna um ato mais racional e seguro.

    Mas o assunto não termina aí. Hernando de Soto, em sua obra El Misterio del Capital, calcula que 80% da propriedade nos países em desenvolvimento está totalmente na informalidade. Ou seja, há dezenas de milhões de famílias em nosso continente que simplesmente não podem utilizar sua propriedade como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo. Se a casa ou o terreno de uma família pobre não são formalmente seus, como no caso das favelas brasileiras, não há nenhuma medida de abertura econômica, de privatizações ou de ortodoxia fiscal e monetária que possam compensar tudo isso. Caso essas pessoas pudessem usufruir um título de propriedade, elas imediatamente começarão a usá-los como colateral ou a transacioná-los, aumentando sobejamente sua renda, sua riqueza e seu padrão de vida.

    O atual arranjo faz com que, literalmente, a classe baixa e até mesmo boa parte da classe média sejam meras espectadoras do processo econômico. E os governantes sabem como capitalizar esta situação denunciando-a como sendo uma exclusão social. Eles estão corretos nesta percepção — embora tenham sido eles próprios que criaram esta situação —, mas estão errados ao proporem que a solução está na inclusão política (“vamos decidir o rumo do país em assembléias populares”).

    A resposta, sob o prisma da mentalidade empreendedorial, deve ser distinta e clara: sim, o mercantilismo é excludente, mas podemos caminhar em direção ao liberalismo caso massifiquemos o acesso à propriedade (com títulos e registros de propriedade para todos), tornemos o sistema judiciário mais rápido e confiável (arbitragens privadas são um ótimo começo), e aumentemos a segurança (com o policiamento privado liberado).

    Em outras palavras, a liberdade econômica começa pela propriedade privada, pelo respeito aos contratos, e por um sistema judiciário confiável e eficiente. São secundárias, porém de suma importância, questões como impostos, as tarifas e as regulamentações.

    Uma economia livre é uma economia de proprietários, e não uma economia de proletários.

  31. Gustavo disse:

    PIB real ou nominal? PIB em moeda local ou dólar (lembrando do câmbio flutuante)
    Se o Brasil cresceu junto com o mundo e acima das economias desenvolvidas, matematicamente quer dizer que cresceu abaixo dos pares (países emergentes). Onde está esse gráfico?
    Legal saber que a esquerda está começando a olhar para números, porém é muito importante que olhem para números corretos

  32. Felipe disse:

    Resumindo: antes o país era uma grande M. Agora é uma M média. Viva! Vamos fazer o mínimo que essa cambada vai nos chamar de heróis nacionais (estão acostumados com pouco ou quase nada).
    Não sou anti PT ou PSDB, na verdade, não gosto de nenhum dos dois “lados”, mas o que me revolta mesmo é que ninguém fala em reforma tributária, política ou desoneração da folha trabalhista, nada! Temos uma das classes médias mais pobres do mundo, nosso salário mínimo mal dá para comprar uma cesta básica, o salário médio aumentou e o custo de vida agigantou, mais de 50% da população não tem tratamento de esgoto e vocês estão aí aplaudindo Lula ou FHC?
    PARABÉNS! Vamos continuar na M.

  33. Paulo disse:

    Crise não afeta aposentado e nem professor concursado??????????? Aff

  34. Evandro disse:

    Parabéns pelo artigo, precisamos desse tipo de serviço para ajudar a confrontar a grande mídia derrotista

  35. […] ECONÔMICAS DOS PERÍODOS FHC E LULA-DILMA por Antônio José Alves Jr. e Lucas Teixeira | para o Brasil Debate | […]

  36. […] Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lucas Teixeira, divulgaram através do portal Brasil Debate, um texto com suas pesquisas sobre as diferenças que eles observaram entre as políticas […]

  37. Daniela prates disse:

    Oi Antonio e lucas,

    Parabéns artigo! Mas senti falta de uma questao essencial, ao menos na minha opiniao: a apreciaçāo cambial no governo Lula e seus efeitos adversos (e dificeis de serem superados)

    Abs

    • Antonio José Alves Jr. Antonio José disse:

      Oi, Daniela

      ficou muito tempo valorizado…

      • Antonio José Alves Jr. Antonio José disse:

        Um tremendo desafio pra política industrial e para o controle da inflação. De qualquer forma, tenho alguma dificuldade com as teses de que os salários dolarizados estão muito altos. Algo que não bate bem com a péssima distribuição de renda no Brasil, não é? Estou começando a estudar esse tema. Estou com mais dúvidas a cada dia, mas elas não foram suficientes para afastar da intuição de que o salário alto não parece fazer o menor sentido, mesmo reconhecendo que ele aumentou. Uma pista que estou explorando é o efeito da selic (e spreads) e da tributação indireta sobre a competitividade e a distribuição de renda.

        Depois de ler o que acabei de te escrever, me lembrei de uma aluna que queria fazer uma monografia sobre “a questão do negro, da mulher na América Latina, a demanda efetiva e outras coisas relacionadas”. Só não apaguei pra não perder a lembrança! Grande abraço

  38. Leonardo disse:

    Gostaria de saber a opinião dos analistas sobre algumas questões:
    – Como estava a Economia Brasileira quando a equipe econômica do PSDB liderada por FHC assumiu o Ministério da Fazenda no Governo Itamar Franco e implementou o Plano Real?
    – Quantas crises internacionais o governo FHC enfrentou quando o Plano Real ainda não tinha de consolidado?
    – Como estava a Economia Brasileira e o cenário internacional quando o governo Lula assumiu?
    – Como você explicam estes números divulgados pelo site O Globo em Março deste ano:Apesar da ajuda que obteve com a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013, com a inclusão de novos dados industriais, a média de crescimento da economia na gestão de Dilma Rousseff é a pior desde o governo Collor e fica na lanterna do ranking de todos os presidentes do país.
    A revisão elevou a média anual de crescimento do PIB de Dilma de 2,0% para 2,1%, segundo cálculos do professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ. Mas o resultado da petista é inferior à média dos oito anos de Lula (4,0%), dos oito anos de Fernando Henrique Cardoso (2,3%) e dos dois anos de Itamar Franco (5,0%).
    Só supera o resultado de Collor, cuja média de seus dois anos ficou em recessão de 1,3% no período. O resultado também é menor que a média da história republicana no Brasil: 4,4% ao ano, em média, desde Deodoro da Fonseca, em 1889.
    Com 2,1% no acumulado na nova série do IBGE, Dilma empata com o governo de Venceslau Brás (1914-1918) em 27º na lista dos 30 mandatos presidenciais do país, segundo o professor. Ela só superaria o resultado de Collor e Floriano Peixoto (que governou de 1891 a 1894 e registrou, em média queda do PIB de 7,5% por ano de seu mandato).
    Grato pela atenção, Leonardo.

  39. Walky disse:

    Minha vida profissional se divide ao meio em 2003. Mal dá pra comparar os anos que trabalhei até 2003 com todos os anos trabalhados de 2003 e até hoje! Pra começo de conversa, eu estava confinada a um emprego público (em autarquia mista) pra tentar manter o pescoço fora da maré de desemprego que assolava o país. O que seria um salvo conduto, também era um complicador, já que fui bucha de canhão da PRIVATARIA que entregava o Brasil a preço de banana!
    Sucumbi a uma ferramenta da PRIVATARIA chamada Plano de Demissão Voluntária. Meus amigos de CEF diziam: vc é louca de perder a “estabilidade”. Eu respondia: tô depositando minhas esperanças de que este país vai finalmente gerar emprego e a estabilidade vai se estender a iniciativa privada por força da oferta. Dito e feito!
    A única força que pode fazer a canoa virar é o Quarto Poder! A mídia paralisa e manipula os demais 3 poderes numa fúria que não duvido: pode fazer a realidade se encaixar às suas piores teorias apocalípticas. Pra isso basta insistir na cobertura parcial e tendenciosa dos eventos reais ou fictícios e na proferia sobre sua audiência cativa: “Hay que emburrecerse, pero sin perder la arrogância jamás.”

  40. Raciocinando disse:

    Incrível como a Academia vai mal no Brasil!
    Um, professor, outro, doutorando…
    Dois gráficos, cada um com uma base. E o que é pior, a comparação escolhida: Brasil versus “resto” do mundo avançado, quando o honesto intelectualmente seria, no mínimo, plotar a evolução, também, de toda a América Latina.
    Por fim, como alguém comentou acima, com grande propriedade, os períodos foram agregados de maneira ideológica: o início do primeiro Governo Lula está muito mais para o final do FHC (chamado de liberal) do que este para o Governo Collor.
    Enfim, lamentável. E oriundo de uma das grandes instituições do País.

    • Fab disse:

      Lamentável pois demonstra a fraqueza de sua ideologia liberal e a incompetência de seus dirigentes prediletos, né? Seja sincero, não se esconda atrás desses argumentos frágeis.

  41. Carlos disse:

    O cara é Chefe do Departamento de Relações com o Governo/BNDES. Não preciso falar mais nada

    • Carlos Silva disse:

      Entendi… Acho que ele estah mais preocupado em financiar porto em Cuba, ou no Uruguay… Ainda tem a capacidade de dizer que ‘… aumentou a capacidade do País de enfrentar os grandes desafios da modernização do sistema produtivo, do fortalecimento da infraestrutura econômica e social e do avanço na inclusão social’. O que vemos, no mundo real, nao nesse imaginario de um grafico sem fundamento, eh a industria Brasileira praticamente quebrada, sem chances de competir externamente, a nao ser se subsidiada ou internamente, atraves de protecionismos (compare um automovel Gol 1.8 vendido no Brasil com o mesmo vendido em Raleigh NC, US). Fortalecimento da infraestrutura economica??? O Brasil estah financiando portos em Cuba e Uruguay, e emprestando dinheiro a juros subsidiados (quando nao simplesmente dando de graca) para parceiros Africanos. E essa falacia de inclusao social, o que eh isso senao a continuacao dos programas iniciados pelo FHC, que na epoca foram chamados de ‘chantagem eleitoral pelo ilustre metalurgico Lula). Eu desisti do Brasil ha muito tempo, mas esperava que esses sopros Socialistas pudessem dar um jeito, mas nao eh o que se ve, ao contrario, estao promovendo a corrupcao como instrumento de consolidacao partidaria, senao, mostre me quando e onde o PT se pronunciou no sentido de expulsar de suas fileiras aqueles ilustres condenados do mensalao…

      Para aquele leitor que corrige erros de portugues… de um desconto, porque meu teclado nao tem todos os caracteres e algumas frases foram traduzidas de outro idioma.

  42. Alex disse:

    Então, volte a pesquisar; você está precisando. E quando terminar corrija a o que escreveu.

  43. Joao disse:

    Esse professor deveria estudar mais para poder dar aula em qualquer lugar sério. Ah, mas ele é funcionário público, tem estabilidade no emprego garantida e aposentadoria integral, então é claro que ele ta tranquilo, se vier crise não o afetará. E coitados dos alunos ouvindo esse proselitismo.
    Vá para o mercado e veja se consegue um emprego de analista júnior em qualquer instituição. Ah, mas se vc conseguir, não critique o governo pq você perde o emprego, lá fora na vida real não há estabilidade no emprego como no teu mundo imaginário.

    É temoroso saber que meus impostos pagam o salário de alguém tão fraco na sua argumentação.

    • Prof. Epimênides Prestes de Albuquerque disse:

      Dignissimo Joao,

      Muito bem colocado. Um professor que não vivencia um problema jamais terá autoridade intelectual para tratá-lo em sala de aula ou em pesquisa acadêmica.

      Me lembro como se fosse hoje das aulas de botânica que tive na Universidade de Oxford. Meu pueril mestre explicava o processo de alimentação vegetal por meio da fotossíntese. Insatisfeito com o desempenho do professor, levantei-me de minha cadeira e argumentei solenemente que se ele nunca fez fotossíntese em sua mísera vida, jamais poderia mencioná-la ao corpo discente.

      Grato

  44. Sergio disse:

    Quando leio sobre a obra de FHC com o plano real so faltam dizer que foi ele que tambem que criou o teorema de Pitagoras. FHC nao fez nada, ele era do Itamaraty e nem queria assumir a Fazenda. Outra, o Plano Real nao foi um mas dois, o primero era em cima de uma mentira, o segundo apos a releição que o mesmo comprou, foi em bases que se peduram até hoje, e que tambem nao foi nenhuma invenção dos Chicagos Boys do Bacen. E para os adoradores desse deus de pes de barro, aqui vai uma pergunta: O que ele fez com os USD 100 bi das privatizações, ja que nao construiu nada de cimento e tijolo, nao pagou divida (muito pelo contrário) não diminui a pobreza, nao reduziu o desemprego, mas o bancos estavam todos muito satisfeito com a Selic.

  45. Eduardo Mendes disse:

    Aos 50 anos completos, custa-me crer numa política que gera inflação alta e manipulada, que transforma em tão pouco tempo uma das maiores empresas do mundo na mais endividada do mundo, na monumental e ineficiente presença do Estado na economia, nas práticas antiquadas e nada inovadoras de estímulo à macroeconomia, na lamentável ausência de reformas estruturais, política e tributária. O PT, a quem ajudei a chegar ao poder, fracassou.

  46. Edson Oliveira de Almeida disse:

    Engraçado, então porque o governo lula e Dilma não mexeram no plano real? O lula seguir rigorosamente! Quem tirou milhões de brasileiros da miséria não foi as bolsas e sim o plano real. E é bom que se diga que quem começou esses programas foram o governo de fhc.Fui!

  47. Edson Oliveira de Almeida disse:

    Engraçado, então porque o governo lula e Dilma não mexeram no plano real? O lula seguir rigorosamente! E

  48. bruno disse:

    Com este título realmente não dá dando para levar a sério!!!! Estes professores foram alunos do mantega???

  49. Joao disse:

    Análise parcial e intelectualmente falha.
    Diferenças básicas:
    Governo FHC pegou o país quebrado e com hiper inflação.
    Governo Lula pegou o país com a economia saneada e passou pelo maior boom de commodities das últimas décadas.

    Explique como quase todos os emergentes hoje crescem mais do que o Brasil e possuem inflação inferior.

    • Jonas Moreira disse:

      É incrível como podem repetir estas abobrinhas, sem nenhum espírito crítico.

      O governo FHC não pegou o país quebrado nem com hiperinflação. O país estava muito melhor do que como ele deixou. Veja os dados de desemprego, crescimento econômico, juros reais, etc. Quanto a hiperinflação ela deixou de existir no governo anterior, do Itamar Franco. FHC apenas deixou congelado o cambio para preservar uma inflação menor.

      Mas quando o Lula assumiu o país estava quebrado, com inflação de mais de 12%, juros nas alturas (compare o nível dos juros de hoje com o de então), o maior desemprego da história, país endividade e submetido ao FMI.

      Hoje o Brasil pode dizer em alto e bom som que enfrentou a maior crise desde os anos 30, com desemprego em baixa (e o mais baixo de nossa história), inflação sob controle, elevadas reservas internacionais e crescimento baixo mas positivo.

      Quer coisa melhor que isso?

      • Joao disse:

        Bem, não dá para discutir com quem não quer ver os fatos, mas apenas ganhar a discussão na marra como se política fosse um campeonato de futebol onde só fico feliz se meu time vencer.
        Se podemos dizer que o Brasil passou bem pela crise, explique pq outras economias emergentes crescem mais e com menos inflação. Foque nos dados, não na paixão.

  50. Wagner disse:

    Ridícula a análise. Coloque o PIB em números absolutos e verão o quanto estamos regredindo ano após ano. Nossos vizinhos têm crescimento maior e PIB absoluto duas vezes maior. O IDH no período PT teve o pior crescimento, entre outros números. Mas claro, os culpados serão sempre os governos anteriores e crises mundiais.

  51. Prof. Epimênides Prestes de Albuquerque disse:

    Prezados,

    O texto se trata de uma abjeta apologia à decadência dos fundamentos macroeconômicos que possibilitaram o progresso de nossa nação no período mais recente. O intervencionismo, o dirigismo e o voluntarismo que foram atrelados à definição das diretrizes da política econômica representam um retrocesso político, cultural e civilizacional ao Brasil.

    A quem interessa substituir um sistea econômico baseado em instituições fortes, na livre iniciativa, na meritocracia e na tecnocracia por um conluio corporativista de companheiros? Não é ao trabalhador, que terá sua renda real corroída pelos vermes da inflação. Não é o poupador, o qual é o único responsável pelo crecimento econômico, que correrá maior risco em abdicar de seu bem-estar presente. Não é o empreendedor, que será cada vez mais dependente das decisões vindas de Brasília. Não é o intermediador financeiro, condenado ao apedrejamento moral pela nova (pseudo)intelectualidade. É sim os próprio companheiros, bêbados de ideologia bolivariana e fartamente subsidiados pelo Foro de São Paulo.

    Grato

  52. Rafael disse:

    Renan, o eixo y está bem claro para mim. Ficando dessa forma x – representa ano e y representa BATATAS. Dessa forma esse gráfico FMI + Elaboração PRÓPRIA ganha sentido.

  53. João Paulo disse:

    É importante discutir dados, e mais importante ainda pensar neles com imparcialidade, para uma decisão melhor informada.

    O estudo abaixo diz que o período do PT teve PIB igual ou superior à taxa de crescimento mundial, e o período anterior, dito “liberal”, teve PIB inferior ao crescimento mundial.

    Certo é que a desinformação começa pela afirmação do período “liberal” ser o de Collor e FHC, quando se sabe que na época de Collor a inflação era estratosférica e só foi contida com o Plano Real, do Itamar.

    Faltou ainda descontarem de todas as taxas da amostra a perda de valor da moeda, gerada pela inflação de cada período, que para ficar com dados do próprio governo pode ser o IPCA ou INPC, ambos com série histórica desde jan/90.

    Além disso, o gráfico é cumulativo, causando a impressão de que a economia “parou” no fim da gestão do PT e começou novamente na gestão do PT.

    Desafio quem queira discutir isso a refazer o gráfico, descontando a inflação dos períodos e oferecendo um gráfico CONTÍNUO de todo o período de 1990 a 2013, para melhor informação.

  54. Leo Dias disse:

    Bom texto! Vi algumas críticas defendendo uma comparação com os países dos BRICS. Acho que quanto mais restrita for a comparação, amplia-se as possibilidades para se criticar os números. No caso dos países do BRICS, por exemplo, é preciso ponderar que o crescimento que a China e Índia vem fazendo recentemente se assemelha ao período do milagre econômico aqui, um acelerado processo de industrialização e urbanização. O correto é verificar se o movimento da economia brasileira está atrelada ao mundo e, como evidenciam os dados, isso passa a ocorrer durante os anos 2000.

  55. Renan disse:

    Muito bom! Um gráfico sem legenda no eixo Y, ta de parabéns!

  56. A. Henrique disse:

    Em se tratando de números e gráficos, não podemos esquecer do velho ditado estatistico: “Numbers don’t lies, but men makes numbers”.

    A

  57. Ronan disse:

    Excelente analise, entretanto a comparação baseada em quanto o PIB evoluiu em relação ao mundo e aos países ricos fica uma analise um tanto vaga, pois assim como todo bom economista entende que economias sao ciclicas, entendemos que para fazer uma comparaçao mais profunda devemos alem de analisar o crescimento do Pib e do Pnb, devemos olhar indice como inflação, taxa de juros publica e privada e principalmente o Idh, paises como Eua, Japão e outros ja possuem uma boa politica monetaria, altos indices de Idh e inflacao baixas o japao por exemplo teve casos de deflação. Creio que uma analise só no pib não é justa pois devemos analisar o desempenho dos nossos governantes comparando com economias que tem uma estrutura proxima a nossa e uma sociedade proxima da nossa

  58. Jefferson Marialva disse:

    Artigo muito bem articulado, porém por que estamos crescendo cada vez menos a cada ano que passa se a política atual é tão mais eficiente que a empregada pelo Governo anterior?
    Depois de 12 anos, por que ainda não temos uma Política Industrial e muito menos Internacional efetiva visando o desenvolvimento da Industrial Local e melhores resultados da Balança Comercial?
    O que diriam sobre a politica da nova moeda REAL tão criticada pela Governo corrente e digamos que de passagem foi a salvação da nossa Economia.
    Infelizmente, dados utilizado pelo Governo atual ainda são passíveis de muita falta de credibilidade – fato é que se continuarmos adotando com esta política Econômica restritiva, continuaremos a andar em círculos sem a expectativas de melhoras no cenário econômico.

  59. Rubens disse:

    Eu gostaria de ver esse gráfico com dados apenas de países dos Brics e também os países da América Latina…ficaríamos quase colados ao eixo “X”…manipular assim é muito fácil!

  60. Leandro Leopoldo disse:

    Sou aluno de Economia da Udesc. E graças a Deus não tenho nenhum professor que fala tanta M… mas entendo funcionário público não está nesse mercado de trabalho com quase pleno emprego, o que me intriga é que pq tanta gente recebe bolsa família?

    • Prof. Epimênides Prestes de Albuquerque disse:

      O que me intriga é aluno de curso superior escrever em português tão precário!

      • Maira disse:

        A universidade pública brasileira não é guiada pelo preconceito linguístico. As notas do IDEB no Maranhão quando atingem ZERO são divulgadas como dados não recolhidos. Não seja preconceituoso.

    • Michele disse:

      Acho o mesmo que você, Leandro, uma pessoa que não sabe nem o é liberal (ou pelo menos mente ao dizer que o período FHC foi liberal – sendo que foi um intervencionismo mais moderado) se dizer professor.

  61. Paulo Paiva disse:

    Existe apenas um erro no seu artigo ao querer comparar dois periodos distintos.

    O início de sua análise foi condizente ao que o gráfico mostra. Porém, existe um erro ao querer comparar o cenário pós 2003 com o cenário anterior, pois ocorreu mudanças de base no valor para estudo. Eu como economista, digo, que quando o pesquisador tende a mudar o ano base para alguma análise, normalmente é para enviesar a análise.
    Gostaria de solicitar que se possível, refaça essa análise, mas considere todo o período a mesa base. Em outras palavras, ou faça o ano de 1990 como base 100, ou faça o ano de 2013 como base.

    • eduardo disse:

      Concordo, deve ser feito um gráfico do período completo.

      Outro ponto que não foi comentado, é que o Brasil não fugiu muito da média mundial. Mas a média é ponderada e as economias avançadas puxaram muito para baixo, ou seja as emergentes puxaram muito para cima, e o Brasil no meio do caminho. Ou seja, poderia teve um desempenho bom comparado às economias avançadas, mas um desempenho PÍFIO perto das economias emergentes, com o qual deveria ser comparado.

      Seria equivalente dizer que o Rubinho foi muito bem ficando em 10 porque o Schumacher e Alonso ficaram em 20/21, ao invés de falar que o Rubinho foi mal ficando em 10, justamente porque o Schumacher e Alonso ficaram em 20/21. Ou seja, onde tinha espaço para ir bem, foi mediano.

    • Thiago disse:

      Olá.
      Gostaria de apontar que existem muitos erros, desinformações e um extremo viés político (senão partidário) tanto na exibição e formulação do gráfico quanto no artigo. É de clareza óbvia e lógica que os tipos de medidas adotadas no cenário socioeconômico do país desde a época apontada como “ideal” pelo autor, não são saudáveis a longo prazo sem a utilização de medidas consideradas “neoliberais” (utilizo este termo somente como interface para aqueles que acreditam veementemente na dicotomia socioeconômica). Como um colega apontou em um dos comentários, economias funcionam de maneira cíclica, e qualquer economista que estudou profundamente a funcionalidade das diferentes economias internacionais, certamente sofrerá horrores com o viés e a desinformação deste artigo.

      Acima de tudo, os períodos foram estudados da maneira errada, já que a era considerada “neoliberal” do país começou e teve fim em diferentes pontos dos anos mostrados (e também não mostrados) nos gráficos. Não podemos atribuir melhorias socioeconômicas somente àquele eleito como presidente da república, assim como não se deve atribuir todos os problemas do país ao mesmo.

      As medidas socioeconômicas conhecidas como “petistas” (“Bolsa Família”, “Fome Zero” e afins) são medidas muito saudáveis e que formam uma fundação ótima para a base da economia interna do país. Atuais paraísos fiscais — a Suíça, por exemplo — necessitaram desse tipo de planejamento para se tornarem ricos “da noite para o dia”. No entanto, somente a utilização de medidas desse tipo não são o suficiente para que um país prospere economicamente ao ponto de tornar-se eventualmente estável. A economia externa, o mercado livre, a abolição do sindicalismo radical e muitas outros pontos considerados “malignos” pela elite pseudointelectual brasileira da atualidade, são também necessidades para estruturar uma economia ideal.

      Esse gráfico está estruturado da forma desejada pelo autor, dando uma base perfeita para o viés político do artigo, enquanto outros diversos pontos necessários para a economia ideal são completamente ignorados, como se inexistentes.

  62. Rogério Rocha disse:

    Muito bem Antonio, esse é um tipo de análise que precisamos divulgar, não se vê na grande mídia, aliás o que se vê sempre é um amontoado de informações midiáticas que só servem para desqualificar o que está dando certo, enfim, vou compartilhar aos alunos e debater, continue a nos brindar com análises como essa.

  63. João Adelino disse:

    Parabéns! Precisamos de vozes que contraponham a hegemonia imposta pela mídia neoliberal, que não dá espaço para o contraditório e faz parecer que só existe um pensamento econômico.

  64. André disse:

    Sabe nada inocente!! O perido liberal se incia em 1992 com a entrada de FHC na fazenda e vai até 2006 com Antonio Palocci, não seja desonesto com os fatos.

  65. Maria Helena Correa disse:

    Os dados estavam aí o tempo todo, mas vocês pinçaram o suficiente para derrubar os ataques ao governo atual com argumentos límpidos. Isso é análise, parabéns!

  66. General Newton Cruz disse:

    Meu Deus, que porra de gráfico é esse? Não faz sentido algum a continuidade dos gráficos. Inadmissível um “Professor do Departamento de Economia da UFRJ” fazer uma aberração gráfica dessa. Nem preciso dizer que não li o texto pela desqualificação instantânea do gráfico.

    • Carlos A. Sarmento disse:

      Sr. Cruz é só aprender e entender sobre gráficos … eles foram divididos em duas partes … como um espelho, se o gráfico fosse contínuo a linha vermelha (por exemplo) estaria em queda vertiginosa … existem bons cursinhos par entender gráficos se vc qser te indico alguns, antes de falar do que não intende … abçs !

      • Ana Lopes disse:

        Vou ter que concordar. Li todos os comentários até aqui para ver se alguém falava. Olha a derivada das retas dos últimos três anos do primeiro período. Achei a análise tendenciosa…

      • Fred disse:

        Veja a derivada nesse momento. Porque é tão diferente? Simples: Compare as épocas iniciais de cada governo. FHC pegou o país com inflação de 2000% ao ano, tratou com o FMI para reduzir a divida externa e acertar a economia. Quando Lula assumiu, ele pegou um país já estável pelas politicas externas, tanto que naquela época todo mundo que era esquerdista assumido, criticou porque o governo não fez nenhuma mudança drástica na economia. Por que da certo! O governo Lula estava no local exato, na hora exata e colheu os frutos (dinheiro para investir na economia) e é por isso que o pib teve esse aumento na época. E agora, veja o que rolou internacionalmente nesse período, que fez uma quebra enorme na economia mundial: 11/09/2001, iniciou-se uma crise. Por isso que o mundo teve essa queda. Também no fim dos anos 2000, teve a crise imobiliária americana, a crise imobiliária espanhola e a crise da Grécia e Itália.
        E por fim, esses gráficos estão mal feito. Era melhor ter posto em valor absoluto comparando com algum país e não “resto do mundo”.
        E concluindo, era melhor ter visto o filme do Pelé.

        • Fred disse:

          Politicas Externas ==== Internas.
          Acabei errando.

        • guna disse:

          Fred, o governo FHC começou com inflação controlada. Quem pegou a inflação descontrolada foi Itamar franco que foi quem implantou o plano real verdadeiramente, segundo o próprio, FHC virou ministro apenas na reta final do plano como pode ser visto em entrevista dele. É bom não confundir as coisas nem os leitores

        • Jose Carlos disse:

          Fred, Bem contrário do que você diz, o dólar estava valendo R$4,00 e o risco Lula estava em polvorosa. Em 2003, o governo Lula fez mais de 5% de superavit primário, qualdo o orçamento deixado para ele pedia o que nunca foi feito, 2,75%. FHC e seu governos são verdadeiros embustes. Temos vídeos dele reclamando de ter sido um bom aluno, fez tudo o que os grandes queriam e, mesmo assim, colocou o Brasil vulnerável, na pindaíba. Não vai ser repetindo esta estória que ela se transformará em verdade.

        • sayuri disse:

          Concordo com vc….

    • Barbosa disse:

      Meu amigo, a realidade dói principalmente na consciência dos autoritários incompetentes herdeiros da ditadura militar.!!!

      • Edilba disse:

        Estudei economia e Administração, li todo o texto e os comentários até aqui. Uma análise minimamente criteriosa percebe que existe sim um viés tendencioso na elaboração dos gráficos. Todos que entendem minimamente economia sabem que modificações no padrão macroeconômico geram efeitos de curto e de longo prazo. Os gráficos jogam esses efeitos de um viés a outro (hora considerando os de curto, hora os de longo prazo, conforme mais interessante para demonstração do argumento). Não realizarei uma análise minuciosa disso, já que entendo que os elaboradores não o fizeram “sem querer”, portanto seria inútil. Basta considerar o crescimento dos países circundantes ao Brasil nos últimos 4 anos. Todos sofreram impactos semelhantes da recente crise das grandes economias, todos tinham condições estruturais bem mais precárias que as do Brasil quanto à economia produtiva e todos cresceram mais que nós. O crescimento médio desse período é mais que o dobro. Ai entra outra manipulação, quando em um período de crise das grandes economias, compara-se o desempenho desse grupo de países com o nosso. Isso, por si só, já demonstra que a condução econômica deve ser alterada, e que ela não tem gerado a atração de investimentos e o desenvolvimento de mercado necessários, nem sustentáveis. Estamos com a inflação beirando o teto da meta há meses, e inclusive acima, no período fechado em julho/2014. Não atingimos, nem uma vez nos últimos 4 anos, a meta de superávit primário, mesmo com as alterações metodológicas do cálculo. Investimos comparativamente pouco em infra-estrutura e desabilitamos qualquer intenção de investimento privado na geração de energia (vide MP 549). Temos uma situação econômica não favorável, e ainda estamos represando preços basais da economia, como energia e gasolina, causando prejuízo às empresas estatais e privadas do setor elétrico e à Petrobras, e gerando uma enorme pressão inflacionária para o futuro.
        Por uma análise realmente imparcial, há de se reconhecer avanços importantes no governo PT mas, infelizmente, todos foram conseguidos nos dois primeiros mandatos, em que ainda não se praticava a Nova Matriz Econômica como política econômica (implementada em 2009 em resposta à crise 2008). Boa parte desses avanços (como a melhora na distribuição de renda, ampliação do mercado interno, disponibilização ampla de crédito e outras) foram, de fato, possibilitadas pela estabilidade econômica conseguida com os ajustes do plano Real, não há como se negar isso, economicamente falando. Pode-se até dizer que esses avanços não seriam realizados num hipotético governo PSDB pós 2002 (o que concordo), mas não se pode negar seriamente que só foram possíveis graças à estabilidade conseguida previamente, com um grande custo.
        Não é questão de dizer que o PT é competente ou incompetente, que é bom ou malvado, mas que seu novo modelo econômico, particularmente a Nova Matriz Econômica, não deu certo e o resultado é um país que praticamente parou no tempo há 3 anos. Trata-se não de extirpar um mal intrínseco chamado PT, como alguns alardeiam sem reconhecer que esse mesmo PT trouxe importantes avanços, mas de reconhecer que a gestão recente desse mesmo partido cometeu um erro grave nos últimos anos, com sequelas que podem ser desastrosas se essa política econômica continuar. Para os Ptistas, vale o ditado de humildade: “Ninguém é perfeito”, nem mesmo o PT.
        Para os autores, façam as análises que quiserem, pois vivemos, por enquanto (já que o governo atual tem uma tendência ditatorial clara, inclusive presente no programa do partido), em uma sociedade de livre expressão. Mas não se apropriem de um discurso irreal, de que são análises imparciais, pois vocês, e qualquer economista sério que leia esses dados, sabem que não foram isentos. A mentira e manipulação fazem muito mal ao debate e à boa política. Assumo que fazem mal também à economia.

        • Rafa disse:

          Não entendo bulhufas de economia, mas tenho mestrado e doutorado em ciências humanas, e tava interessado no comentário e na análise aqui de cima, até ler “pois vivemos, por enquanto (já que o governo atual tem uma tendência ditatorial clara, inclusive presente no programa do partido), em uma sociedade de livre expressão”. Infelizmente com essa “análise” não apenas tendenciosa como também completamente ignorante, do ponto de vista científico e conceitual, o retante do comentário perdeu todo o respaldo de coerência que poderia ter.

          • Imparcial disse:

            Perdeu respaldo só na mente de pessoas ignorantes como você Rafa que não entende nada do assunto, como eu conheço de economia posso dizer que o Edilba fez uma excelente análise, e nós estamos estamos sim caminhando para uma ditadura.

  67. Virgilio Roma de O.Filho disse:

    Os liberais querem voltar ao poder para aumentar a taxa de juros, aplicar politicas ortodoxas de reducao do gasto publico e do investimento publico.Qurem colocar o Estado a servico do grande capital, da elite especuladora e parasitaria e do mercado financeiro. Me chama a atencao o fato de que o economista Arminio Fraga,ligado as financas mundiais e nacionais seja o preferido de Aecio e Marina Silva

  68. Frederico Mazzucchelli disse:

    Boa rapazes! O quê será que Miriam Leitão e Carlos Sardenberg acham disso?

  69. cezar guedes disse:

    Esse tipo de análise que articula indicadores básicos claramente não está presente na grande mídia. Infelizmente, são chamados a opinar apenas “consultores”, sempre com respostas prontas às necessidades do mercado. O problema é que o mercado não existe por si só. Sem instituições fortalecidas o mercado não se sustenta. A economia é de mercado, mas a sociedade não.
    Saudação aos autores!

  70. Correia disse:

    Sempre achei que o neoliberalismo equivale à homeopatia. Quando o caldo engrossa, uma apela pro antibiótico, outro convoca o Estado pra segurar o rojão.

  71. Esther disse:

    Muito bom. Parabéns! Estamos precisando de artigos como esse, com análise precisa e dados incontestáveis.

    • Antonio José Alves Jr. Antonio José disse:

      Um reconhecimento à qualidade da política econômica em meio a um momento tão difícil

      • Rogério de Carvalho disse:

        Já mudou de idéia, professor?

        • Guilherme disse:

          Tem que ter mudado. Só o tempo mesmo para provar que o artigo era no mínimo tendencioso. O ciclo dessa estratégia está novamente chegando ao fim como mostra a história e como estamos vendo agora na Argentina. Enquanto não surgir uma esquerda, realmente moderna, no Brasil e que não se alie a esquerda arcaica, esquece. Pois o Estado sempre ficará grande demais e esgotará o crescimento do País.

          • Antonio José Alves Jr. Antonio Jose disse:

            Esse tipo de comentário é muito ofensivo. Você pode achar o argumento do artigo esta errado. Mas dizer que o artigo é, no mínimo, tendencioso, é só provocação pessoal.

  72. Rafael disse:

    Ótimo artigo. A melhora nos dados de crescimento econômico do período atual em relação a era neoliberal são incontestáveis. De fato, a grande crise financeira que vivemos sumiu do debate sobre o momento atual da economia brasileira, o que demostra a falta de honestidade dos que criticam a nossa política economica atual.

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